MATO GROSSO
Ciopaer recupera caminhonete furtada em Cuiabá com o apoio do Vigia Mais MT
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O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) recuperou, na manhã desta sexta-feira (18), uma caminhonete Toyota Hilux que havia sido furtada na noite anterior, no bairro Quilombo, em Cuiabá. A localização do veículo foi possível graças às câmeras do programa Vigia Mais MT, que registraram o automóvel.
O furto ocorreu por volta das 19h20, quando o proprietário estacionou no caminhonete próximo a um restaurante na avenida Filinto Muller. Ao retornar às 20h, o veículo já havia sido transportado. No entanto, as forças de segurança foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que começaram a monitorar as câmeras do programa e as convenções que a Hilux seguiu em direção à região da Sucuri.
Na manhã seguinte, o Ciopaer foi chamado pelo Ciosp para auxiliar nas buscas e conseguiu localizar um caminhonete abandonado. O piloto do Ciopaer, o bombeiro Pedro Paulo, ressaltou que a colaboração do Vigia Mais MT foi fundamental para delimitar a área onde o veículo poderia estar.
“O veículo estava em um local de difícil acesso, dentro da mata, que cobria o veículo e impossibilitando a visualização das viaturas. Foi um verdadeiro trabalho em conjunto, pois a informação precisa chegar de forma eficaz até quem está na ponta. As câmeras do Vigia nos ajudaram a direcionar as buscas, indicando a rota que a caminhonete tinha seguido. Assim, delimitamos uma área para as buscas e com o apoio do helicóptero, que cobre uma região mais ampla, conseguimos localizar o veículo”, afirmou o militar.
Os crimes não ocorreram no local da caminhonete recuperada, e as forças policiais continuam com as diligências para localizá-los. A vítima foi informada sobre a recuperação do veículo, e o caso foi encaminhado para apuração da Polícia Civil.
Tecnologia e Segurança
O Vigia Mais MT é um programa do Governo de Mato Grosso que integra tecnologia às ações de segurança pública. Com um investimento de R$ 30 milhões, a iniciativa prevê a instalação de 15 mil câmeras em todos os 142 municípios do estado e busca parcerias com entes públicos e privados que desejam colaborar no monitoramento de ruas, avenidas, praças e outros espaços de interesses.
Em Cuiabá, já estão em funcionamento 1.700 câmeras instaladas em pontos estratégicos, visando combater a criminalidade e reduzir os índices de violência na capital.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.