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Ciosp capacitou mais de 900 alunos das forças de segurança para manusear equipamentos de radiocomunicação

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O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) capacitou 975 alunos do curso de formação do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Militar em manuseio do sistema de Rede Digital de Radiocomunicação adotada pelas forças de segurança de Mato Grosso. Os servidores, aprovados no último concurso da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), receberam treinamento para manusear aparelhos fixos e móveis da nova tecnologia referência para outras polícias brasileiras.

Segundo o superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Álvares Sant’Ana, essa capacitação, integrada ao curso de formação, proporcionou aos alunos o conhecimento do trabalho realizado pelo Ciosp e sua relevância no atendimento à população.

“A tecnologia é uma grande aliada da Segurança Pública, e com essa capacitação que ofertamos em 2023, os servidores estão aptos a compreender sua importância tanto nas rondas ostensivas da PM quanto nos atendimentos das delegacias da PJC, além do combate a crimes ambientais pelo Corpo de Bombeiros”, acrescentou o delegado.

A Rede Digital de Radiocomunicação está implantada nos 142 municípios do estado e mais 28 distritos, através do investimento aproximado do Governo do Estado de R$ 90 milhões.

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Além da radiocomunicação digital, os alunos aprenderam sobre os serviços executados pela superintendência, despacho de ocorrências e videomonitoramento. Na oportunidade, também conheceram as funcionalidades Estação de Rádio Base (ERB Móvel), Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM) na Plataforma de Observação Elevada (POE) e da central de ocorrências, onde são atendidas chamadas aos números de emergência (190, 197, 181 e 193).

Na capacitação, os servidores foram introduzidos ao Vigia Mais MT, programa do Governo do Estado que irá monitorar todos os municípios com câmeras de segurança vinculadas as polícias locais e ao Ciosp. Essas ferramentas digitais utilizadas pelo Ciosp permitem o compartilhamento de notícias em tempo real, resultando no menor tempo resposta às solicitações da população.

“Esses 975 alunos visitaram a Sesp ao longo do ano 2023, sempre divididos em turmas de 50 alunos. Eles receberam esse treinamento executado pelo Ciosp que foi extremamente importante para apresentar todas as ferramentas digitais fornecidas pelo Governo do Estado que contribuem para a Segurança Pública”, finalizou o superintendente.

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Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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