MATO GROSSO
Com 28% de contribuição patronal e 7% de RGA, AL terá R$ 28 mi a menos no orçamento
MATO GROSSO
Com o aumento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores para 7% e da contribuição patronal para o fundo previdenciário de 14% para 28% a partir de 2022, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve ter R$ 28 milhões a menos no orçamento a partir do próximo ano, segundo o presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi (PSB).
Foi aprovado na sessão desta quinta-feira (16) o Projeto de Lei nº 1208/2021 (Mensagem do Executivo nº 222/2021), que prevê um plano de custeio do déficit da previdência. “Projeto histórico que precisa ser comemorado pelos servidores públicos, porque pela primeira vez, se você pegar nos últimos 20 anos, a previdência pública, a partir deste ano, vai ter um recurso em caixa. O Governo vai aportar algo em torno de R$ 700 milhões, então vamos entrar 2023 já com R$ 700 milhões no caixa, hoje não tem nada, zerado”, comemorou Russi.
O presidente explicou que o recurso será tirado do caixa do Executivo e dos poderes, e que nos próximos anos também poderão ser apresentados novos projetos de lei para colocar recursos no caixa da previdência. “Ao longo dos próximos 35 anos vamos recuperar esses R$ 24, 25 bilhões de déficit que tem, porque vamos aposentar nossos servidores, precisamos ter dinheiro em caixa para garantir que aquele servidor que a vida inteira se dedicou ao serviço público possa ter condição de ter sua aposentadoria garantida sem depender de aporte de recursos do Governo do Estado”, completou.
Ainda segundo Russi, com esta mudança e também o aumento do RGA, a Assembleia terá R$ 28 milhões a menos no orçamento anual. Ele também explicou que a nova lei prevê aportes nos próximos 35 anos, com dois custeios diferentes. “Agora uma parte vai para a segregação, o governo vai pagar essa aposentadoria, e outra através do fundo previdenciário”, explicou.
FONTE/ REPOST: ISABELA MERCURI – OLHAR DIRETO / MAX AGUIAR- DO LOCAL
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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