MATO GROSSO
Com apoio de câmeras do Vigia Mais MT, operação integrada prende 3 pessoas e evita homicídio em Sorriso
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No sábado (22.06), os policiais ainda apreenderam duas armas de fogo, 21 munições, um carregador de pistola, celulares, 29 comprimidos de ecstasy e o veículo flagrado pelas câmeras no trajeto até a casa da pessoa que, supostamente, seria morta.
A ação ocorreu na madrugada de sábado e mobilizou equipes do 12º Batalhão da Polícia Militar, da Força Tática e da Cavalaria.![]()
Um homem de 25 anos procurou a polícia para denunciar que estava em casa com a esposa, no Bairro Jardim Carolina, quando os suspeitos tentaram arrombar a porta para a tentativa de homicídio. Ele, então, conseguiu fugir e pedir ajuda para vizinhos. À polícia, a vítima afirmou não saber o motivo de estar sendo procurada.
Sem encontrá-lo na residência, os criminosos fizeram disparos de arma de fogo e fugiram em um veículo Fiesta Vermelho.
Os suspeitos foram localizados poucos minutos depois, em outro ponto da cidade, com apoio das câmeras do Vigia Mais MT. O carro foi cercado no cruzamento das ruas Jânio Quadro e Preciosa.
Um dos três ocupantes, de 18 anos, tentou fugir entrando em uma residência, contudo, acabou sendo abordado e preso no quintal. Com ele havia uma pistola 9mm. Como o segundo ocupante, também de 18 anos, foi apreendido um revólver. O terceiro suspeito, um adolescente de 15 anos, também estava no carro, assim como os outros materiais apreendidos.
A operação Vitae, que está 15ª etapa em Sorriso, é uma ação da Secretaria de Segurança Pública que, por meio da Secretaria Adjunta de Integração Operacional, garante reforço ao policiamento de Sorriso com equipes da Rotam, Bope, Cavalaria, Companhia de Motopatrulhamento, Força Tática e outras unidades especializadas da Polícia Militar.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.