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Conferência Estadual alinha atuação na saúde pública em Mato Grosso

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A 10ª Conferência Estadual de Saúde em Mato Grosso, realizada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), por meio do Conselho Estadual de Saúde (CES), inicia nesta terça-feira (23.05), das 15h30 às 21h30, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. A conferência segue até sexta-feira (26.05), com diversas programações. A expectativa é de que participem cerca de 800 pessoas, já inscritas no evento.

“Este fórum de debate é importante para o aperfeiçoamento da Saúde Pública no Estado. Acreditamos que o diálogo entre gestões é a melhor forma de aprimorar o serviço prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, pontuou o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo.

Entre os participantes estão delegados eleitos na etapa municipal, representante do segmento de usuário do SUS, do segmento dos trabalhadores da saúde, do Governo do Estado, dos prestadores de serviços, observadores e convidados.

Conforme a secretária executiva do Conselho Estadual, Lucia Almeida, o grupo debaterá as propostas recebidas das Conferências Municipais de Saúde para definir as diretrizes para a elaboração do Plano Plurianual de 2024-2027 da Saúde Pública do Estado de Mato Grosso.

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“O evento é imprescindível para o alinhamento dos trabalhos voltados à saúde em Mato Grosso. Por meio dessa conferência, os gestores e demais profissionais da área debatem amplamente os gargalos e conquistas do SUS para implementarem novas ações que resultem em serviços de qualidade para a população”, diz a gestora.

Na terça-feira (23.05), o credenciamento dos participantes inicia às 15h30 e a abertura oficial do evento será às 19h. A cerimônia contará com uma conferência magna sobre a garantia de direitos e defesa do SUS. Na cerimônia, haverá também a apresentação e homologação do Regimento Interno da 10ª Conferência Estadual de Saúde.

Entre os temas a serem debatidos durante os três dias de encontro estão “o Brasil que temos e o Brasil que queremos”; “o papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas” e o mote “amanhã vai ser outro dia para todas as pessoas”.

Ainda na conferência, serão realizadas a apresentação e votação das propostas para a 17ª Conferência Nacional de Saúde e eleição de delegados para o encontro nacional.

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Confira a programação completa em anexo.

Fonte: Governo MT – MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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