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Conselheiros do TCE visitam UPA Leblon e reivindicam construção de nova unidade para atendimento da Grande Coxipó

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Ambiente acolhedor, tratamento humanizado desde a porta de entrada e completo aparato tecnológico imprescindíveis para garantir o atendimento digno tanto os pacientes que buscam serviços na área da saúde, bem como para os servidores que trabalham na nova unidade da UPA Leblon.

Este foi o cenário observado na manhã desta quarta-feira (02) pelos conselheiros Guilherme Maluf, presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social (CPSA), e Sérgio Ricardo, que coordena a Comissão Especial criada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para acompanhar os trabalhos de Intervenção da Saúde de Cuiabá.

Partindo deste novo modelo de saúde implantado no bairro Jardim Leblon, os conselheiros buscam formas de assegurar, junto aos Poderes Executivos, com o apoio de todos os agentes políticos, a mesma excelência para o atendimento de outras regiões.

Apontada como uma das mais desestruturadas da capital mato-grossense e com maior demanda, a unidade de saúde de atendimento da região do Coxipó é uma das prioridades.

“A partir desta visita à UPA Leblon, nós vamos sugerir ao governador para que seja construída uma nova UPA na região do Coxipó. Aquela que está lá não serve mais. Não dá para ser reformada e nem aproveitada, tem que ser construída uma nova no porte 3, que é aprovado e exigido pelo Ministério de Saúde. A grande Coxipó já é a quarta cidade de Mato Grosso. A demanda é muito grande”, argumentou o conselheiro Sérgio Ricardo.

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Com o mesmo ideal da garantia de saúde pública de alta qualidade a toda população, o conselheiro Guilherme Maluf adiantou que os próximos passos serão no sentido de intensificar as articulações junto aos gestores governamentais, prefeitos, governador, deputados estaduais e federais, senadores para que outras unidades também possam contar com a mesma estrutura física e humana.

“Tenho um sonho, na condição de cuiabano, médico e conselheiro do Tribunal de Contas de levar o que eu vi hoje aqui para todas as unidades de atendimento de saúde de Cuiabá. O que nós presenciamos hoje, desde a entrada com atendimento humanizado, passando pelo acolhimento de todos os profissionais e a qualidade do atendimento como um todo, com a separação por faixas etárias no atendimento, deve ser o padrão para todas as unidades”, afirmou o conselheiro Guilherme Maluf, destacando também a importância da existência leitos equipados, com condições de dar segurança aos pacientes para aguardar, em casos de necessidade, a chegada da UTI Móvel.

Atenta aos apontamentos dos conselheiros, a interventora da Saúde em Cuiabá, Danielle Carmona Bertucini, informou que nos próximos dias terão início a reforma em 30 unidades de saúde da Capital, contemplando unidades básicas de saúde e centros de atendimento especializados e que a demanda da construção de uma nova unidade porte 3 para o atendimento da Grande Coxipó também será tratada como prioridade pelo Gabinete de Intervenção.

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“A unidade da UPA Leste foi inaugurada com o novo conceito da saúde pública aqui na capital, buscando sempre o melhor para os pacientes que buscam atendimento como para os servidores que trabalham na unidade. As unidades de saúde de Cuiabá são unidades que por muitos anos não passaram por manutenções, como é o caso da unidade do Coxipó, que requer toda nossa atenção”, afirmou Danielle Carmona.

Para o conselheiro Sérgio Ricardo, que já atuou como presidente da CPI da Saúde no período em que foi deputado estadual, o momento é desafiador e requer o empenho de todas as partes envolvidas.

“Todo mundo tem que jogar para ganhar, jogar para frente com muita união para que o objetivo de todo homem público que é trabalhar em benefício da população seja atingido. Seja conselheiro do Tribunal de Contas, seja governador, seja prefeito, todos temos que trabalhar com foco na população para que todos os cidadãos tenham atendimento digno, o lhe é garantido por direito”, finalizou o conselheiro Sérgio Ricardo.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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