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Conselho Nacional investiga procurador do MP por assédio

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‘Ele começou a me agarrar e querer forçar beijo na boca’. ‘Ah, suas pernas estão muito bonitas, você está sensual de saias’. ‘Ele me deu dois tapas nas nádegas’. ‘Eu tenho vontade de te dar uma mordida, de te morder’. Essas frases e depoimentos prestados por diversas mulheres constam no inquérito que investiga o procurador de Justiça Luiz Alberto Scaloppe por crimes de assédio sexual e moral dentro do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

A decisão de investigar o procurador partiu do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), após o caso ter sido arquivado no MPMT. Na defesa de Scaloppe, um dos promotores disse que o caso poderia ser enquadrado como ‘falta disciplinar de falta de urbanidade’ no trato com a denunciante e demais servidoras.

O corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Oswaldo D’Albuquerque, criticou em seu voto a decisão do Ministério Público de Mato Grosso em arquivar a acusação, bem como a postergação do caso, que poderia culminar em sua prescrição, já que os fatos ocorridos contra a servidora eram de 2021 e a denúncia foi apresentada quase um ano depois.

“De tudo quanto asseverado, conclui-se que o Procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe descumpriu os deveres funcionais de manter conduta pública e privada ilibada e compatível com o exercício do cargo e guardar decoro exigido por este; de zelar pelo respeito aos membros do Ministério Público, magistrados, advogados e servidores; bem como de tratar com urbanidade as pessoas com as quais se relacione em razão do serviço”, diz o conselheiro.

Para o corregedor nacional, existem indícios suficientes de materialidade e autoria de infração disciplinar, ‘afigurase de rigor a instauração de Processo Administrativo Disciplinar em desfavor do processado, para apuração das faltas funcionais’. Como sugestão de pena, Oswaldo D’Albuquerque afirmou que diante da gravidade, das circunstâncias em que foram praticadas seriam necessárias a aplicação de duas sanções de censura, sendo uma delas para as condutas configuradoras de assédio moral e a outra para as condutas que consubstanciam assédio sexual.

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‘Ante o exposto, diante da presença de indícios suficientes de materialidade e autoria das infrações disciplinares previstas, determino a instauração de processo administrativo disciplinar (PAD) em face do procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe’, aponta trecho do voto.

Ambiente tenso e tóxico, relatam vítimas

Em depoimento, várias testemunhas que trabalharam durante os últimos dez anos no gabinete do procurador Luiz Scaloppe relataram dezenas de situações de assédio moral e sexual, como impedir que funcionários fossem ao banheiro durante reunião, ligações e mensagens nos finais de semana, gritos e humilhações, além de elogio as pernas, bocas, tapas na bunda e tentativa de beijo forçado.

A reportagem preservará os nomes de todos e todas, já que o processo ocorre em segredo de justiça. Em um dos depoimentos, uma testemunha chegou a classificar o gabinete do procurador como o mais ‘tenso’ e ‘tóxico’ do MP de Mato Grosso. Além da denúncia inicial, onde a denunciante relata ‘dois tapas em suas nádegas’, outros casos de assédio sexual foram relatados por outras testemunhas que trabalharam com o procurador ao longo da última década.

Em dos depoimentos, ao ser questionada se existia o comentário no gabinete por parte das assessoras de ter medo de pegar carona com o Drº Scaloppe, a testemunha confirmou que ‘existia sim esse temor’. ‘Olha a orientação era de não ficar sozinha com o Drº Scaloppe’, completou.

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Em outro depoimento, uma ex-servidora disse que a denunciante comentou sobre os tapas que o procurador deu em sua bunda, e que ao alegar que estava com medo dele, Scaloppe disse: ‘tem que ter medo porque o dono do cargo sou eu’.

‘Teve uma situação, inclusive, que estávamos eu, a [sigilo] e a [sigilo], que trabalhávamos na mesma época ali e ele disse que tinha visto uma anime pornô e que ele via nós três ali e ele imaginava a gente nessa cena, a gente descendo nessa cena de uma anime pornô amarradas’, descreveu uma ex-servidora.

Uma estagiária também relatou uma vez que o procurador teria a segurado até tarde e a convidou para passear de avião monomotor, que ele diz pilotar. Após negativa, ele teria dito rindo: ‘Eu te acho linda, uma bonequinha, eu tenho vontade de te dar uma mordida, de te morder’.

Outro lado

A reportagem procurou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para saber se o procurador Luiz Alberto Scaloppe e demais procuradores citados comentariam o assunto. Por meio de nota, o MPMT afirmou que sindicância instaurada foi arquivada pelo Conselho Superior do Ministério Público, e que agora a apuração segue perante ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e que o caso está em sigilo.

‘O Ministério Público de Mato Grosso apoia toda e qualquer investigação independentemente de quem seja o investigado, e confia na deliberação do Conselho Nacional do Ministério Público’, conclui a nota. Além de verificar ‘indícios suficientes de autoria e de materialidade’, o corregedor do CNMP sugere a penalidade para o caso é a de suspensão por 44 dias.

 

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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