MATO GROSSO
Consumidor pode ajudar entidades sociais com doação de notas fiscais
MATO GROSSO
O cidadão mato-grossense pode contribuir com entidades sociais por meio do “Doe Sua Nota”, uma funcionalidade do Programa Nota MT, da Secretaria de Fazenda (Sefaz). Com ela é possível doar as notas fiscais de Consumidor Eletrônica (NFC-e) diretamente para instituições cadastradas no programa.
As doações são validadas apenas se foram realizadas nas formas determinadas pela legislação, ou seja, no site www.nota.mt.gov.br ou aplicativo do Nota MT, ou, ainda, depositando as notas fiscais em urnas disponibilizadas pelas entidades em estabelecimentos comerciais.
Cada nota doada gera pontos para a instituição escolhida pelo contribuinte, que, ao final de cada campanha, são somados e convertidos em dinheiro para a entidade. O valor total do prêmio, R$ 500 mil, é distribuindo de acordo com a porcentagem de doações recebidas por cada instituição.
Para doações por meio do aplicativo ou site, deve-se entrar no ícone “Doe Sua Nota”, informar a chave do documento fiscal, selecionar a cidade e escolher a instituição social. Nos pontos de coleta, o consumidor deve se atentar para a identificação da entidade na urna.
O gesto é simbólico, e, para ser válido, os documentos fiscais não devem ter a identificação do CPF ou CNPJ do consumidor.
A Sefaz ressalta que qualquer outra forma de doação ou captação das notas fiscais não será aceita pelo órgão, e os pontos não serão gerados e contabilizados para a entidade social indicada.
Há um ranking disponibilizado no site do Nota MT pelo qual o consumidor pode acompanhar a quantidade de notas doadas e as instituições indicadas. Nele é possível obter informações como nome da entidade, município, total de documentos e porcentagem em relação ao total de doações. Para acessar as informações, é só clicar na campanha que deseja saber os dados, depois na opção “Placar de Doações”.
Campanha Cavalhada
Atualmente o “Doe Sua Nota” está na terceira campanha de 2022, a “Cavalhada”. Nela serão aceitos os documentos fiscais emitidos até o dia 30 de junho, e as doações podem ser registradas até o dia dez de julho.
Até o momento, já foi destinado R$ 1 milhão para instituições indicadas pelo consumidor por meio do Doe Sua Nota, nas duas campanhas anteriores a “Rasqueado” e a “Siriri e Cururu”.
(Supervisão de texto Lorrana Carvalho)
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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