MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros de MT adquire simulador de incêndio de dois andares
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) adquiriu o Simulador de Desenvolvimento de Incêndio com Fogo Real – Fase V para treinar seus militares. Apenas outros três estados, São Paulo, Distrito Federal e Espírito Santo, contam com um modelo do equipamento.
Com o simulador, é possível realizar treinamentos com diversas configurações, como incêndios em subsolo, ao nível do solo, em pavimento superior e até mesmo em dois pavimentos simultâneos. Desta forma, os bombeiros militares podem ser submetidos a simulações realistas, seguras e controladas.
“Compramos este simulador para aperfeiçoar o nosso efetivo. Com este equipamento, vamos ter militares ainda mais capacitados para combater incêndios em lugares fechados. Assim, vamos conseguir ter ainda mais eficiência em nossos atendimentos”, afirmou o comandante-geral dos Bombeiros, Alessandro Borges.
O equipamento foi entregue nesta sexta-feira (5), durante o encerramento da capacitação de instrutores do simulador na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (EsFAP) do CBMMT, em Cuiabá. O equipamento é composto de cinco contêineres marítimos, com dois pavimentos e duas câmaras de combustão fechadas, revestidos com placas cerâmicas com lã vulcânica e sensores de temperatura.
O novo simulador foi adquirido com recursos provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública, no valor de R$ 1,5 milhão. Com sua aquisição, 18 instrutores do CBMMT foram habilitados para realizarem as operações no simulador e transmitirem o conhecimento a outros militares. A capacitação teve duração de cinco dias e foi realizada de acordo com o padrão da Associação Nacional de Proteção Contra Incêndios (NFPA).
Simulador Fase II
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.