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Credores denunciam irregularidades no processo de recuperação judicial do Grupo Cella

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Credores do Grupo Cella denunciaram possíveis irregularidades na condução do processo de recuperação judicial que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá e envolve passivo superior a R$ 327 milhões. A petição foi protocolada nesta terça-feira (14). A empresa atua no cultivo de soja, milho e arroz e mantém atividades em Mato Grosso, com filiais nos municípios de Sorriso e Nova Maringá, em áreas próprias e arrendadas que somam quase 20 mil hectares.

Segundo os documentos apresentados, uma operação imobiliária teria sido conduzida durante o curso da recuperação judicial sem prévia autorização do Poder Judiciário nem comunicação ao administrador judicial, o que levanta questionamentos sobre a regularidade dos atos praticados. A recuperação judicial foi deferida em 2022 pela juíza Anglizey Solivan de Oliveira, que também determinou a suspensão de ações de execução contra os produtores rurais.

A denúncia aponta que foi identificada uma escritura pública lavrada em junho de 2025 envolvendo a cessão de direitos aquisitivos sobre um imóvel localizado no Mato Grosso do Sul. No documento, Milton Paulo Cella e Roseli Amália Zuchelli Cella aparecem como “anuentes” e “cedentes”, autorizando a transferência integral dos direitos sobre o bem a um terceiro.

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Um dos pontos que mais chamou a atenção dos credores foi a informação de que o valor da operação teria sido integralmente quitado ainda em fevereiro de 2023, período já abrangido pelo regime de recuperação judicial.

De acordo com o advogado Felipe Sampieri Iglesias, que representa parte dos credores, pela legislação brasileira, empresas em recuperação judicial estão sujeitas a rígido controle, especialmente no que diz respeito à alienação de ativos. Em regra, esse tipo de operação depende de autorização judicial e deve ser acompanhado pelo administrador judicial, como forma de garantir transparência e equilíbrio entre os credores.

“A recuperação judicial é, antes de tudo, um pacto de confiança institucional. Quando há qualquer movimentação patrimonial relevante fora do campo de visão do juízo, do administrador judicial e dos credores, o que se compromete não é apenas um ativo específico, mas a própria credibilidade do processo”, explicou o advogado.

A defesa cita também que, até o momento, não há registro de autorização prévia ou comunicação formal da operação, o que pode caracterizar violação às regras do dever de transparência exigido nesse tipo de processo.

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“O sistema não tolera atalhos. Se atos dessa natureza passam a ocorrer à margem do processo, o risco deixa de ser pontual e passa a ser estrutural. E, nesses casos, a lei oferece respostas que vão desde o reforço da fiscalização até medidas mais drásticas como remoção da família da gestão da fazenda e decretação da falência”, completou.

Após ser protocolado, o requerimento será encaminhado ao Administrador Judicial e ao Ministério Público.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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