MATO GROSSO
Criminoso falsifica nota de R$ 200 e causa prejuízo em comércio de Cuiabá; vídeos
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Comerciantes vêm sofrendo prejuízo causado por bando de criminosos que usam notas falsas de R$ 200 para adquirir produtos em estabelecimentos. A quadrilha já teria sido flagrada em lojas dos mais diversos ramos em Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Campo Verde. O crime de falsificação de moeda está previsto no Código Penal, artigo 289, e a pena pode variar de três anos a 12 anos de reclusão.
Na última semana, um homem agiu em um açougue localizado na avenida República do Líbano, próximo da Rodoviária de Cuiabá. O crime ocorreu por volta das 20h40 e foi registrado por uma câmera de segurança. Nas imagens é possível observar o criminoso agindo. O homem entra no açougue e vai até uma prateleira onde pega uma caixa de cerveja de R$ 40. Na sequência, segue até o caixa e efetua pagamento com a nota falsa de R$ 200.
“Na hora até desconfiei da nota, porém como elas são muito parecidas com as originais, acabei passando o troco para ele. Depois que ele saiu do meu comércio com a mercadoria e o troco, eu passei a nota no teste de luz negra e descobri que era falsa. Sai para chamá-lo e o mesmo entrou um carro Honda City”, relata o comerciante Jean Santos.
Após ser vítima do golpe, Jean compartilhou o vídeo em um grupo de WhatsApp com mais comerciantes e descobriu mais casos registrados na Capital, Chapada dos Guimarães e Campo Verde.
No domingo (13), quatro comparsas do golpista foram presos em Chapada dos Guimarães. A ação foi denominada ‘Respeito e Ordem’ e conseguiu identificar mais de R$ 2,6 mil em notas de R$ 200 falsas, 26 comprimidos de êxtase e até uma carteirinha de identificação de ‘pastor evangélico’.
De acordo com as informações da Polícia Militar, após a denúncia que pessoas a bordo de um Honda City estavam aplicando golpes em comerciantes na região de Chapada dos Guimarães, a PM conseguiu encontrar quatro suspeitos.
Veja vídeos:
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.