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Defesa Civil Acompanha Nível do Rio Cuiabá e Atende Solicitações na Capital

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O nível do Rio Cuiabá está em 4,5 metros na régua de medição e se aproxima da “cota de atenção” no monitoramento da Defesa Civil de Cuiabá. O dado foi coletado na quarta-feira (15).

O secretário Alessandro Borges Ferreira, da Defesa Civil, explicou que o nível do Rio Cuiabá ainda é considerado normal. Segundo ele, as equipes fazem monitoramento para evitar riscos, especialmente em áreas suscetíveis a inundações.

“Até 5 metros consideramos normal, mas acima disso, começa a cota de atenção e por isso a Defesa Civil do município monitora o volume do rio Cuiabá. Com as chuvas que ocorreram hoje, o nível chegou a 4,5 metros. A cota ainda é considerada normal. Mas temos que ficar atentos e acompanhar a oscilação da previsão de chuvas desta semana”, afirmou o secretário.

Além do monitoramento do nível do rio, a Defesa Civil também acompanhou situações de alagamentos, deslizamento de terras e queda de muro. As equipes foram acionadas nos bairros Parque Cuiabá, Poção, Centro América e Jardim Vitória, na quarta-feira (15).

O diretor da Defesa Civil, Ozeias Souza, destacou as ações na rodovia Palmiro Paes de Barros, onde as duas pistas ficaram alagadas. Já próximo ao córrego 8 de Abril houve um registro de deslizamento. “Estivemos no Parque Cuiabá, na rodovia onde duas pistas ficaram alagadas com bueiros entupidos e também estivemos na região do Porto, no córrego 8 de Abril. As situações estão sendo resolvida com a Secretaria de Obras e com a Limpurb”, informou Ozeias.

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As equipes também atenderam alagamento em três casas no bairro Poção. Na região, a equipe solicitou a retirada de uma família de uma das residências na rua Desembargador Palmiro Pimenta, onde a estrutura foi condenada.

“Vistoriamos três casas, elas ficam uma ao lado da outra. No local passa uma manilha e, como encheu o córrego, a água voltou. As casas foram alagadas. Uma das casas sofreu danos na estrutura com a queda de um muro. A família precisou deixar o local e foi para casa de parentes. Equipes do Cras estão dando apoio para cadastrar as famílias“, afirmou Ozeias.

Parâmetros físicos e hidrográficos da Bacia do Rio Cuiabá

Cota Normal – Até 4.99 metros
Cota de Atenção – 5,00 a 8.49 metros
Cota de Alerta – 8,50 metros
Cota de Emergência – 9,50 metros
Cota de Calamidade – 11,00 Metros

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Suinocultura mato-grossense fecha 2025 com recordes de exportação e projeta 2026 de atenção aos custos e foco na industrialização

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O ano de 2025 foi marcado por resultados expressivos para a suinocultura brasileira, impulsionados principalmente pelos recordes de exportação alcançados pelo país. Mato Grosso acompanha esse desempenho positivo e registra números históricos tanto em exportações quanto em abates, evidenciando a força de recuperação da atividade após os desafios enfrentados em 2022 e 2023.

Um dos marcos mais relevantes de 2025 foi o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista amplia as expectativas de abertura de novos mercados e reforça o trabalho sério e contínuo realizado pelo país, especialmente por Mato Grosso, na manutenção de um elevado status sanitário.

Outro destaque do ano foi a mudança no perfil dos compradores da carne suína brasileira. Tradicionalmente lideradas por China e Hong Kong, as exportações passaram a contar com maior protagonismo das Filipinas, além do fortalecimento de mercados exigentes como Japão, México e outros países.

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a produção nacional deve atingir 5,47 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,0% em relação a 2024.

Mesmo com a expansão da oferta, os preços pagos ao produtor reagiram positivamente. Dados do Cepea mostram que, até o terceiro trimestre, as cotações ao produtor independente subiram 10,8% na comparação anual, sustentadas pela boa demanda.

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No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de carne suína cresceram 10,8%, superando o volume de 2024 — que já havia sido um ano recorde. As Filipinas consolidaram-se como o principal destino, representando 24,5% da receita, seguidas por Japão, China e Chile.

De acordo com os dados compilados pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), as exportações de carne suína passaram de US$ 59,97 milhões entre janeiro e novembro de 2024 para US$ 68,55 milhões no mesmo intervalo de 2025. O setor manteve crescimento impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.

“Mesmo com o crescimento das exportações, o mercado interno não enfrentou desabastecimento. A produção seguiu equilibrada e acompanhou a expansão da demanda externa. O cenário demonstra a capacidade produtiva do país: sempre que desafiado, o produtor brasileiro responde com eficiência, qualidade e volume, garantindo o atendimento dos mercados interno e internacional”, pontua o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho.

Para 2026, o principal ponto de atenção do setor está relacionado aos custos de produção. O plantio da safra 2025/2026 ocorre de forma atrasada em função de problemas climáticos e da falta de chuvas, o que gera preocupação quanto à safrinha de milho no Centro-Oeste. O risco de menor produtividade e qualidade do grão acende um alerta, já que o milho representa um dos principais componentes do custo da suinocultura.

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“Diante desse cenário, a orientação é para que os produtores estejam preparados para enfrentar possíveis elevações nos custos ao longo do ano. No mercado, a expectativa é de estabilidade tanto nos preços do suíno quanto no consumo interno e nas exportações, que devem permanecer firmes. Assim, o ambiente comercial tende a ser equilibrado, embora com atenção redobrada aos impactos dos custos de produção”, ressalta, Tannure.

Em Mato Grosso, mesmo sem crescimento significativo do plantel, a produção estadual continua em expansão, acompanhando a demanda e evitando desabastecimento. O desempenho reforça a resiliência e a força do produtor mato-grossense.

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