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Delegado alerta população de Sorriso sobre golpes de extorsão

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A Polícia Civil alerta a população sobre o crescimento na quantidade de golpes aplicados, nas últimas semanas. De acordo com o delegado responsável pelo Núcleo Especializado de Roubos e Furtos, Bruno França, se trata de um golpe cíclico. “Ele é antigo e sempre desaparece e retorna com várias ocorrências.” “Em Sorriso iniciou-se, há aproximadamente 10 dias vários casos a respeito, golpe é verdadeiro, as ameaças não são. Basicamente ele consiste em os criminosos entrarem em contato com a vítima e inventam uma história de cobertura, alegando que tiveram prejuízo por conta de alguma conduta da vítima ou perca de drogas, soja, uma história falsa. Eles se apresentam como membros de facção criminosa e começam a fazer seríssimas ameaças a vítima, pedindo dinheiro em contrapartida”, explicou o delegado.

“A Polícia Civil quer tranquilizar a população. Primeiro, dizer que se trata de um golpe, crime de extorsão não se trata de uma ameaça real e pedir a população procurar à polícia, trazer as informações a respeito dos terminais telefônicos que as contactaram e, acima de tudo ficar calmo, porque é um golpe muito duro, os criminosos colocam a vítima em estado de terror, ela não consegue nem raciocinar direito.”

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Bruno também explicou que durante as ameaças, os criminosos pegam fotos em redes sociais da vítima, fazendo montagens para “dar o ar de que se trata de uma coisa real.” Ele também reforça a importância de que os afetados pelo golpe devem registrar o boletim de ocorrência, auxiliando nas investigações. “Trata-se de quadrilhas especializadas nesse golpe, então você consegue identificar pluralidade e similaridade em terminais telefônicos, a gente pede pro juiz a quebra da estação rádio base, até que a gente consegue identificar de onde estão partindo esses golpes. Geralmente, são escritórios com vários criminosos dentro, como funcionam golpes de sites, intermediários e diversos outros”, concluiu.

Só Notícias/Ana Dhein com Lucas Torres, de Sorriso (foto: Só Notícias/Lucas Torres)

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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