Política
Deputado Dilmar elogia desembargadores por aprovação da criação do Cartório no Distrito União do Norte
MATO GROSSO
Durante uso da Tribuna, na Sessão Ordinária desta quarta-feira (16), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), enalteceu os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através da Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, pela aprovação do Projeto de Lei 873, de 2022, que cria o Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais, com função cumulativa de escrivães, Juiz de Paz e Tabelião de Notas do Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo.
Deputado Dilmar explicou que a solicitação é demanda antiga daquela comunidade, que tem que se deslocar a sede do município para decorrer as demandas que envolvem cartório. “Uma luta da população do Distrito de União do Norte, através da Vereadora Eliege Krull, algo que estávamos buscando há tempos, e conseguimos provar que existe viabilidade econômica da vinda deste Cartório para o Distrito de União do Norte, recebendo parecer favorável, onde os desembargadores entenderam”, disse Dilmar.
Ainda sobre, Dilmar salientou que participou de diversas reuniões com o desembargador José Zuquim para que o sonho do cartório no Distrito União do Norte fosse realizado. “Eu participei de várias reuniões com o Corregedor, que colocou como prioridade a criação deste cartório, então hoje, nós aprovamos em segunda votação, por isso que eu exalto e quero agradecer a presidente do TJ, que foi relatora, a todos os desembargadores e ao Corregedor, José Zuquim, e agora, nós aprovamos a criação”, explicou Dilmar.
Dilmar também desabafou que o projeto chegou para aprovação durante a eleição, no mês de agosto e que ele optou por votar agora. “Na eleição eu não quis usar, que estava aqui esse Projeto, deu entrada em agosto de 2022. Eu fui difamado por comentar sobre a criação deste cartório por adversários políticos, que perderam a eleição, coronéis daquela região, mas aí está a prova. Aprovamos em segunda votação e agora, com toda certeza, iremos para o sonho de ver este cartório instalado no Distrito de União do Norte”, finalizou Dilmar.
Fonte: Política
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.