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Desenvolve MT auxilia Prefeitura de Sorriso a operacionalizar Banco do Empreendedor

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O presidente da Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT), Jair Marques, recebeu nesta semana uma comitiva da Prefeitura de Sorriso para discutir a construção do Banco do Empreendedor no município.

A proposta é de que a agência ajude na construção da viabilidade da gestão do fundo municipal, e possa prestar consultoria na operacionalização do crédito, aos pequenos empreendedores de Sorriso.

Para o presidente da Desenvolve MT a agência só tem significado se o crédito conseguir chegar ao empreendedor. “A prefeitura de Sorriso é uma grande parceira, o que está sendo proposto é exatamente a missão da agência, o regaste social trazendo a dignidade ao cidadão que possa gerar a sua própria renda”, explica.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Cláudio Oliveira, reforça que o Banco do Empreendedor já foi aprovado pelo legislativo e que agora o processo deve avançar. “Inicialmente, vamos disponibilizar R$ 1 milhão no fundo municipal, podendo  ampliar esse valor conforme a adesão dos nossos empreendedores”, explica.

Ele diz ainda, que intenção é viabilizar linhas de crédito para pequenos empreendedores com valores que podem variar de R$ 3 mil a R$ 40 mil por empreendedor.

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Para expandir a oferta de recursos ao empreendedor, a agência tem percorrido municípios do Estado juntamente com o programa da secretaria de desenvolvimento econômico de Mato Grosso, Pensando Grande para os Pequenos para estimular novas parcerias e aproximação com os gestores municipais. 

Participaram da reunião, o presidente da Câmara Municipal de Sorriso, Leandro Damiani, o vereador Rodrigo Machado, o coordenador da sala do empreendedor, Leonardo Kozak, e os assessores executivos da Desenvolve MT José Roberto Webber e Carlos Vieira.

Rondonópolis

Na última semana, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio esteve reunido com o presidente da Desenvolve MT para discutir também a construção do Banco do Empreendedor na cidade. Com mais de R$ 1 milhão em crédito concedidos, Rondonópolis foi um dos maiores beneficiários do crédito fornecido no interior pelo segundo ano consecutivo.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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