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Desenvolvimento com sustentabilidade: um desafio global

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Em 2020, os incêndios no Pantanal mataram milhões de animais e destruíram quatro milhões e meio de hectares de vegetação, mais de 30% do bioma. O paraíso da biodiversidade virou um inferno. Um pesadelo real. A seca prolongada, fruto das mudanças climáticas, e o desmatamento nas cabeceiras dos rios, estão sacrificando este Patrimônio Natural Mundial, esta Reserva da Biosfera.

O Brasil queimou mais de 185 milhões de hectares entre 1985 e 2022, quase 22% do território nacional. O Cerrado e a Amazônia concentraram 86% das queimadas. O desmatamento e a ocupação avançam rapidamente.

A Amazônia perdeu 12% da sua área de floresta em 37 anos, mais de 44 milhões de hectares de vegetação nativa. Em 1985, apenas 6% da Amazônia eram áreas antropizadas – pastagens, lavouras, garimpos ou centros urbanos. Em 2021, essa área quase triplicou, chegando a 15%.

Se continuar nesse ritmo, o bioma, que é um sumidouro de carbono de importância planetária, chegará a um ponto sem volta, afetando todo o ecossistema mundial e tornando a Amazônia uma savana.

Os garimpos ilegais despejam mercúrio nos rios, contaminando os peixes e adoecendo as comunidades indígenas. As ameaças ao meio ambiente incluem o despejo de esgoto na maioria dos rios que formam o pantanal, além do lixo e da poluição urbana e industrial.

As alterações climáticas extremas em escala mundial, acenderam o alerta sobre o aquecimento global, suas causas e consequências. Promover o desenvolvimento sustentável já não é apenas uma meta, é uma questão de sobrevivência para a humanidade.

O Brasil precisa de políticas públicas e modelos de negócio que compatibilizem a conservação dos biomas com o desenvolvimento econômico, enfrentando a crise climática com resiliência. Todos os estados precisam avançar na transição para uma agricultura mais sustentável, sob pena de comprometer nosso maior patrimônio, os recursos naturais e a biodiversidade.

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Em todo o país, os órgãos de controle externo trabalham para ajustar a gestão pública aos novos paradigmas da sustentabilidade. Os Tribunais já estão orientando os gestores a incluir em suas ações os 17 objetivos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.  O plano da ONU prevê o combate à pobreza, a diminuição da desigualdade social e ações para a conservação do solo, da água e do ar.

Os Tribunais de Contas têm competência constitucional para fiscalizar também os aspectos ambientais da gestão pública, e por isso têm papel relevante na jornada coletiva proposta pela ONU.

Ciente da sua responsabilidade como órgão de controle do único estado que abriga três biomas, o Pantanal, Cerrado e Amazônia, o Tribunal de Contas de Mato Grosso promove nesta segunda-feira (22) e terça-feira (23), o II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas: Desenvolvimento e Sustentabilidade. O evento, que dá sequência às discussões iniciadas em Manaus (AM) no ano passado, reunirá especialistas com atuação nacional e internacional na Fatec Senai-MT, em nove painéis temáticos e quatro palestras.

Teremos aqui os ministros do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, da Agricultura e Pecuária, Carlos Favaro, e do Tribunal de Contas da União Benjamin Zymler, além do presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon), Cezar Miola, do presidente do TCE de Pernambuco (TCE-PE), Ranilson Ramos e do procurador federal membro da Advocacia Geral da União (AGU), Cezar Augusto Lima do Nascimento.

O Congresso tem o apoio da Atricon, do Instituto Rui Barbosa, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Ministério Público estadual e do Senado, por meio do senador Wellington Fagundes, autor do projeto que cria o Estatuto do Pantanal.

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A criação da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas de MT, que coordena este amplo debate sobre desenvolvimento com preservação ambiental, ampliou o diálogo sobre as políticas públicas com o estado e os municípios, e abriu frentes de ação junto a outras instituições.

Estamos diante do novo marco do saneamento, que busca a universalização do abastecimento de água, do tratamento de esgoto, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos. Os 47 municípios da bacia do rio Paraguai, onde está o pantanal, abrigam mais de um milhão e setecentas mil pessoas que produzem 1.327 toneladas de resíduos sólidos por dia, a maior parte sem destinação adequada.

Por isso, a Comissão de Meio Ambiente está analisando as políticas de gestão de resíduos sólidos dos 141 municípios do estado para a execução dos planos de saneamento básico, a começar pela região pantaneira.

Temos a tecnologia e a expertise técnica para inovar e encontrar as soluções que a emergência climática exige. O olhar do desenvolvimento sustentável deve estar presente em todas as políticas públicas. O Brasil é o país com a maior biocapacidade do planeta.

Um diferencial cada vez mais valorizado, que também pode ser instrumento de progresso e justiça social.
É possível, necessário e urgente adotar políticas e ações equilibradas, capazes de transformar o modelo econômico a favor da sustentabilidade, sem penalizar o crescimento e o bem-estar social.

O desenvolvimento sustentável é da nossa conta.  É da conta de todos.

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Mounjaro e a pele: os efeitos que ninguém te contou antes de começar o tratamento

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Mounjaro virou assunto nos consultórios médicos e rodas de conversa de todo o Brasil. Como já se sabe, a tirzepatida, princípio ativo do medicamento, promove perda rápida de peso e tem atraído cada vez mais pacientes. Mas, enquanto a balança vai registrando números menores, o que acontece com a pele quase sempre passa despercebido até virar um problema.

A dermatologista Sullege Suzuki, referência em tricologia e medicina estética, tem recebido cada vez mais pacientes com queixas que começam a aparecer semanas ou meses após o início do uso do medicamento: cabelos caindo em quantidade acima do normal, rosto com aspecto cansado, pele mais frouxa nos braços, abdômen e coxas, e unhas que ficam quebradiças sem razão aparente. 

“Quando a perda de peso acontece muito rápido, o organismo não tem tempo de se adaptar. A pele perde sustentação, o colágeno não acompanha o ritmo e o resultado pode ser frustrante para quem esperava apenas os benefícios do emagrecimento”, explica a especialista.

 

O que acontece com a pele durante o emagrecimento acelerado

O mecanismo do Mounjaro atua em dois receptores hormonais ao mesmo tempo, o GLP-1 e o GIP, potencializando a sensação de saciedade e acelerando a perda de gordura. O problema é que a gordura que vai embora não é só a do abdômen. Parte dela está no rosto e funciona como estrutura de sustentação natural. Quando ela diminui rapidamente, a pele fica sem esse suporte e começa a ceder.

Esse fenômeno ganhou até nome próprio nas redes sociais internacionais: “Mounjaro Face”. Ele se manifesta como sulcos mais profundos, perda do contorno da mandíbula, olheiras marcadas e um aspecto geral de envelhecimento precoce. No corpo, os sinais aparecem nos braços, abdômen, glúteos e parte interna das coxas, regiões onde a pele perde firmeza e passa a ter sobra visível.

“A pele humana tem elasticidade, mas ela tem limite. Uma perda de gordura muito intensa em pouco tempo rompe fibras elásticas que não se reconstituem sozinhas. Depois que isso acontece, o tratamento fica mais complexo e custoso do que teria sido se o cuidado fosse iniciado desde o começo”, destaca Dra. Sullege.

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Cabelos, unhas e a conexão com o déficit nutricional

Um dos efeitos mais relatados por quem usa a tirzepatida e ainda pouco discutido fora dos consultórios especializados é a queda de cabelo. O medicamento não agride diretamente o folículo piloso, mas o emagrecimento acelerado funciona como um gatilho de estresse metabólico. O organismo interpreta essa mudança brusca como uma situação de risco e começa a direcionar os recursos para funções que considera mais urgentes. Os cabelos ficam em segundo plano.

Com a redução drástica do apetite, muitos pacientes passam a ingerir quantidades insuficientes de proteínas, ferro, zinco e biotina. Esses nutrientes são fundamentais para a estrutura tanto do fio de cabelo quanto da unha. Quando o organismo entra em déficit, a queratina produzida fica mais fraca e as consequências aparecem nas duas extremidades: fios que quebram ou caem com facilidade e unhas que descamam, partem e demoram a crescer.

“O cabelo e a unha são estruturas que dependem dos mesmos blocos construtores. Quando o paciente entra em emagrecimento rápido sem acompanhamento nutricional adequado, esses dois sinais aparecem juntos, às vezes antes mesmo de a flacidez ser percebida. É um alerta precoce que a dermatologia consegue identificar e tratar cedo”, afirma Dra. Sullege Suzuki.

 

Quando começar o cuidado: a resposta é antes

A principal orientação de Dra. Sullege Suzuki para quem vai começar ou já está usando o Mounjaro é clara: não esperar os sinais aparecerem para buscar atendimento dermatológico. O acompanhamento desde o início é o que permite trabalhar de forma preventiva e garantir que o emagrecimento não venha acompanhado de prejuízos estéticos.

Para a pele do rosto e do corpo, a medicina estética conta hoje com bioestimuladores de colágeno, que atuam nas camadas mais profundas estimulando a produção de novas fibras de sustentação. Tecnologias como o ultrassom microfocado e a radiofrequência também são aliadas importantes para garantir firmeza sem procedimentos cirúrgicos. A toxina botulínica, quando bem indicada, ajuda a evitar que as linhas de expressão se fixem na pele que está perdendo elasticidade.

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Para os cabelos, o Espaço Sullege Suzuki conta com um spa capilar equipado com tecnologia de ponta para atender pacientes em processo de emagrecimento. Entre os recursos disponíveis estão a aplicação de plasma rico em plaquetas, que estimula os folículos pilosos e promove a regeneração capilar, e o uso de células-tronco capilares, que atuam diretamente na renovação do folículo e na recuperação de fios enfraquecidos. Esses protocolos são personalizados conforme o grau de queda, o perfil capilar de cada paciente e o estágio do tratamento com a medicação.

“A queda de cabelo associada ao Mounjaro é tratável. Com os protocolos certos e o início precoce, a maioria dos pacientes consegue manter a densidade capilar durante todo o processo de emagrecimento. O que desenvolvemos foi pensado exatamente para isso: oferecer um cuidado completo, que vai da avaliação tricológica até os tratamentos mais avançados disponíveis hoje no mercado”, explica a médica.

“O emagrecimento pode ser transformador para a saúde e para a autoestima. Mas ele precisa vir acompanhado de um olhar cuidadoso para a pele, o cabelo e as unhas. Temos hoje recursos modernos e eficazes para garantir que a pessoa que emagrece chegue ao resultado final com a pele firme, o cabelo saudável e a aparência rejuvenescida”, conclui Dra. Sullege.

 

SINAIS DE ALERTA: quando procurar um dermatologista durante o uso do Mounjaro

Queda de cabelo acima do habitual semanas ou meses após o início do uso

Unhas que quebram com facilidade, descamam ou crescem mais devagar

Aspecto cansado ou envelhecido no rosto mesmo sem ter perdido muito peso ainda

Perda de definição na região da mandíbula ou sulcos mais marcados

Pele com aparência mais frouxa em braços, abdômen ou coxas

Ressecamento intenso ou perda de brilho na pele

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