MATO GROSSO
Detran-MT investe em tecnologia para modernizar e desburocratizar serviços, diz presidente da autarquia
MATO GROSSO
Como o senhor avalia os últimos cinco anos de gestão frente ao Detran-MT?
Foi uma gestão desafiadora, porém, de muito resultado. Hoje o Detran conta com 139 unidades de atendimentos em 124 municípios do interior, com uma média de 15 mil atendimentos diariamente em todo o Estado. Conseguimos informatizar e modernizar boa parte dos serviços ofertados pela autarquia, e disponibilizamos mais de 40 serviços de forma online, como a emissão do Licenciamento e a renovação da CNH, que são os mais buscados nas unidades e que já podem ser feitos de forma online. Avançamos muito em todas as áreas do Detran, seja nos serviços de habilitação, veículos, educação para o trânsito, fiscalização, bem como nas grandes reformas que fizemos, como em nossa sede, em Cuiabá, que há 20 anos não era reformada e revitalizada, além de reformas em diversas unidades no interior do Estado. Também realizamos um grande trabalho em equipe para a limpeza de todos os pátios da autarquia, com a realização de seis leilões e reciclagem de mais de 30 mil veículos inservíveis. Ou seja, ao longo da gestão, investimos não somente no aprimoramento dos serviços prestados aos cidadãos, mas também no conforto e bem-estar deles e dos nossos servidores que, junto com a gestão, constroem um Detran cada vez mais forte e eficaz para toda a população mato-grossense.
Quais foram os principais avanços na área da Habilitação?
A modernização das etapas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação em Mato Grosso foi um importante avanço alcançado pelo Detran nos últimos cinco anos. As aulas teóricas ministradas nas autoescolas passaram a ser monitoradas de forma eletrônica pelo Detran-MT por meio do reconhecimento facial e biometria do candidato e instrutor, uma maneira de coibir possíveis fraudes. Também foram implantadas a prova teórica digital e em Libras, em todas as unidades do Detran, otimizando tempo e recurso público com a impressão de provas manuais. Para as aulas práticas de direção, o Detran implantou o sistema de telemetria, que permite o monitoramento utilizando a validação por foto e biometria do instrutor e candidato, além de localizadores de GPS instalados nos veículos das autoescolas para constatar o percurso realizado pelo aluno. Todo esse avanço representa maior celeridade, transparência e segurança no processo de formação de condutores em Mato Grosso. Além disso, aumentamos a quantidade de provas práticas de direção aplicadas diariamente no Estado com a ampliação de 04 para 36 do número de bancas examinadoras (fixas), descentralizando o serviço proporcionando mais autonomia aos municípios do interior e reduzindo o tempo de espera dos candidatos no Estado.
E as melhorias na área de Veículos?
Também tivemos muitos avanços na parte de veículos. Em 2019 tínhamos 1,950 milhão de veículos no Estado e atualmente estamos com uma frota de 2,650 milhões de veículos. E isso nos conduziu a melhorar também os serviços ofertados. A vistoria veicular, por exemplo, foi ampliada com o credenciamento de 64 empresas especializadas no ramo junto ao Detran, proporcionando maior possibilidade de escolha do cidadão para realizar a vistoria veicular. Em parceria com a Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg), o proprietário do veículo também já pode fazer a comunicação de venda em 94 cartórios com sistema interligados ao Detran. Outro serviço disponibilizado ao cidadão é o pagamento dos débitos veiculares parcelados no cartão de crédito por meio das empresas credenciadas junto à Autarquia. Podem ser parcelados débitos como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) – inscrito ou não em dívida ativa, Seguro DPVAT, taxa de Licenciamento e multas. Também investimos na implantação do sistema de inteligência artificial com o objetivo de aumentar a segurança, transparência e celeridade nos processos de emplacamento de veículos e vistoria veicular realizados em Mato Grosso pelas empresas credenciadas ao Detran.
Quanto aos investimentos em reformas das unidades, o que foi feito?
Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 21 milhões em obras de revitalização, acessibilidade e manutenção predial das unidades do Detran em todo o Estado. Foram R$ 10 milhões aplicados na reforma, revitalização, ampliação e acessibilidade da sede do Detran, em Cuiabá, e R$ 11 milhões nas reformas e manutenção de 22 unidades do interior. A sede do Detran é dividida em 17 blocos que passaram por reformas completas, como o bloco do atendimento ao público, diretoria de Habilitação e Veículos, Vistoria Veicular, bloco de espera dos testes práticos, Gerência de Fiscalização, Escola Pública de Trânsito, Presidência, Diretoria de Administração Sistêmica, auditório, almoxarifado, protocolo, restaurante, entre outros setores. No interior do Estado, já passaram por obras de revitalização, acessibilidade e manutenção predial as unidades de Rosário Oeste, Barra do Bugres, Arenápolis, Água Boa, São José dos Quatro Marcos, Chapada dos Guimarães, Colíder, Jauru, Nova Mutum, Cláudia, Vila Rica e Vila Bela da Santíssima Trindade. E estão com obras em andamento a 7ª Ciretran de Alto Araguaia, 9ª Ciretran de Diamantino, 12ª Ciretran de Poxoréu, 15ª Ciretran de Poconé, 17ª Ciretran de Nortelândia, 21ª Ciretran de São Félix do Araguaia, 23ª Ciretran de Juara, 31ª Ciretran de Canarana, 32ª Ciretran de Peixoto de Azevedo e 60ª Ciretran de Brasnorte.
Quais são as metas para 2024?
Nosso objetivo é sempre aprimorar os serviços para transformar o Detran em uma autarquia cada vez mais moderna e menos burocrática. Vamos continuar investindo em tecnologia, informatizando e modernizando os serviços para os cidadãos, ampliando a oferta de serviços de forma online visando proporcionar maior comodidade e praticidade para que os cidadãos precisem se deslocar cada vez menos às unidades do Detran e que nossos serviços cheguem de forma mais célere até eles.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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