MATO GROSSO
Dez novas rotas turísticas são lançadas e deve movimentar economia de 11 municípios
MATO GROSSO
Ao todo são 22 atrativos ou experiências turísticas, que envolvem diretamente 52 pequenos negócios e outros 53 indiretos, sendo 34 produtores rurais e artesãos.
Para o secretário adjunto de Turismo da secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Felipe Wellaton, o Sebrae é uma grande referência na formatação de produtos turísticos.
“É importante porque cria novas rotas que eram desconhecidas por mato-grossenses e pelos demais brasileiros. Facilita para as operadoras que queiram vender os roteiros, facilita para os turistas para que possam se programar. Muitos dos passeios e pacotes precisam de reserva prévia”, argumenta.
Ele destaca que o produto é completo com informações de hospedagem, programação cultural, alimentação, além do tempo de duração do passeio, nível de dificuldade, dias de atendimento e capacidade de atendimento.
Uma das novidades é o roteiro da região do Agro, para que o turista tenha a experiência de conhecer uma cidade que pulsa agronegócio. Em Nova Mutum, por exemplo, o turista pode fazer um roteiro de 8 horas, tomando café da manhã na Fundação MT, faz city tour, conhece a Orquestra Jovem, Casa do Artesão e a Cervejaria Kessbier.
Já em Sinop, num passeio de 4 horas, o turista pode viver a experiência de um café colonial, degustar vinhos e sucos na Família Masieiro. Por meio de um trenzinho adaptado, os turistas vão conhecer a lavoura e os métodos de produção.
O diretor técnico do Sebrae, André Schelini, destacou que na cadeia produtiva do turismo em Mato Grosso tem cerca de 118 mil empresas que contribuem com a geração de emprego e renda e com o Produto Interno Bruto (PIB) do estado.
“A atividade turística é ativadora da economia local nos municípios, pois são onde as pessoas vivem e empreendem e Mato Grosso se coloca não só como potencial para produção de eventos, mas como destino turístico”.
A FIT Pantanal é uma realização do Governo de Mato Grosso com o Sistema Fecomércio, apoio institucional da Assembleia Legislativa e da Prefeitura de Cuiabá, além do apoio de dez entidades ligadas ao trade do turismo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”