MATO GROSSO
Governador e senadores pedem transferência do Parque de Chapada ao Estado
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O governador Mauro Mendes pediu ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, apoio para viabilizar a transferência do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, que é federal, ao Estado de Mato Grosso. O pedido também foi endossado pelos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, nesta quinta-feira (26.01), durante reunião com o ministro no Palácio da Alvorada, em Brasília.
A solicitação já havia sido feita em várias ocasiões nos últimos três anos, mas a gestão anterior do Governo Federal não acatou e decidiu por realizar uma concessão no parque.
“Temos recursos para investir R$ 50 milhões ao ano no parque. São R$ 200 milhões em quatro anos. Mas o Governo Federal à época não quis e resolveu fazer concessão. E essa concessão, estranhamente, prevê um investimento de R$ 18 milhões em 30 anos”, reclamou o governador.
Mauro Mendes ressaltou que os investimentos previstos na concessão são mínimos e não conseguirão promover as mudanças necessárias para alavancar o turismo em Chapada dos Guimarães.
“Em Chapada, em uma única praça estamos investindo R$ 15 milhões. Então é impossível dizer que vai desenvolver a infraestrutura de um parque com R$ 18 milhões em 30 anos. Isso é brincar de fazer desenvolvimento no turismo”, pontuou.
De acordo com o governador, o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães é um dos maiores atrativos do estado e é “peça fundamental nessa estratégia de desenvolvimento turístico no Pantanal e em Mato Grosso”.
“Vamos tratar dessa pauta também com a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, e pleitear que essa concessão seja cancelada, e seja delegada a administração do parque por 20 ou 30 anos ao Estado”, adiantou.
A reunião com a ministra Marina Silva está programada para a tarde desta sexta-feira (27.01).
Também participaram da agenda com o ministro Alexandre Padilha os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e Rogério Gallo (Fazenda).
Os investimentos
Os investimentos previstos pelo Governo de Mato Grosso no parque englobam o Complexo Véu de Noiva, com a construção de estrutura com escadas, elevador, e passarelas para conferir a cachoeira de perto.
Já para o Complexo do Portão de Inferno estão previstos recursos para a construção de mais de 1 mil m² de área construída, contendo lanchonete, estacionamento, praça e área de contemplação, além de uma passarela de vidro suspensa sobre um penhasco com mais de 70 metros de altura.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0