MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
MATO GROSSO
Acrismat fortalece suinocultura com missão técnica ao berço da Suinocultura no Brasil
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) promoveu visita técnica à Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia (SC), reunindo produtores e representantes do setor em uma agenda voltada à atualização técnica, inovação e fortalecimento da atividade suinícola.
A programação foi marcada por apresentações e debates com pesquisadores da instituição, referência nacional em pesquisa aplicada à produção animal, abordando temas estratégicos como sanidade, biosseguridade, sistemas de produção e sustentabilidade.
Um dos destaques foi o debate sobre gestão de dejetos e uso eficiente de recursos naturais. Segundo o pesquisador sênior, Airton Kunz, o setor já conta com diferentes rotas tecnológicas para o tratamento de resíduos, com foco no aproveitamento energético e na redução de impactos ambientais.
“Estamos trabalhando com processos de tratamento de dejetos da produção animal de maneira geral. A lógica é termos alternativas para recuperar o biogás, tratar os efluentes, recuperar nutrientes e fazer o reuso da água”, destacou.
O pesquisador também enfatizou a importância do uso racional da água nos sistemas produtivos. “A água será uma commodity do futuro dentro da produção animal. Precisamos investir em estratégias que permitam racionalizar e reutilizar esse recurso, reduzindo a captação em rios e poços”, completou.
Outro tema de relevância foi a destinação adequada de animais mortos nas granjas. De acordo com o chefe geral Everton Krabbe, o manejo incorreto pode representar riscos sanitários significativos.
“Os animais mortos podem atrair moscas e outros vetores capazes de disseminar doenças. Estudos já comprovam a presença de vírus de interesse zootécnico nesses insetos”, alertou.
Entre as alternativas apresentadas, destacam-se soluções acessíveis como a compostagem de animais inteiros, além do uso de biodigestores para geração de biogás. “O mais importante é que o produtor compreenda que animais mortos não podem permanecer próximos aos animais saudáveis. O destino correto e ágil é fundamental para a biosseguridade da propriedade”, reforçou.
A visita também trouxe uma abordagem ampla sobre sanidade e organização dos sistemas produtivos. Conforme a pesquisadora destacou Jalusa Kich, a biosseguridade deve ser encarada como uma oportunidade estratégica para o crescimento da suinocultura.
“Discutimos conceitos de sanidade, diferenças entre sistemas de produção e, principalmente, a importância da biosseguridade como diferencial competitivo. Regiões com menor densidade produtiva, como Mato Grosso, possuem vantagens sanitárias importantes para expansão da atividade”, afirmou.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destacou a importância de realizar a missão técnica em Santa Catarina, estado reconhecido como referência nacional na produção suinícola tecnificada.
“Estar em Santa Catarina, que é o berço da suinocultura tecnificada no Brasil, permite que nossos produtores tenham contato direto com as melhores práticas, tecnologias e modelos produtivos consolidados. Essa troca de conhecimento é fundamental para que possamos avançar com mais segurança, eficiência e competitividade em Mato Grosso”, afirmou.
Para a Acrismat, a aproximação com instituições de excelência como a Embrapa reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento sustentável e competitivo da suinocultura mato-grossense.
A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à capacitação dos produtores e à disseminação de tecnologias que contribuam para o fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando oportunidades e elevando o padrão sanitário e produtivo do setor.
Participaram da visita técnica o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, o médico veterinário Junio César Santos, Jair Kreibich, os suinocultores Jorge Augusto Salles, Gilmara Forquezatto, Raquel Martelli, Marcel Sachetti, o coordenador de inteligência de mercado do Imea, Rodrigo Silva, o gestor de projetos do Fórum Agro MT, Carlos Bolzan, o diretor de relações institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, a médica veterinária e fiscal de sanidade suídea do Indea-MT, Daniela Schettino, a superintendente de agronegócio e Energia da Sedec-MT, Camila Vez Batti, Fiscal Agropecuária da Sedec Milene Vidotti e o diretor presidente da Invest MT, Mirael Praeiro.
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