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Direção do MDB articula e Janaina Riva deve assumir sigla em Cuiabá

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A  deputada estadual Janaina Riva afirmou que membros do diretório estadual do MDB articulam para que ela assuma o comando do partido em Cuiabá.

Atualmente, ela é secretária-geral do MDB em Mato Grosso. À imprensa, Janaina disse que o desejo não é dela, mas sim de lideranças da sigla que a querem organizando o MDB para a eleição de 2024.

“Eu não fiz um pedido a eles para assumir, tanto é que nem estaria na provisória municipal de Cuiabá. Existe um pedido dentro do partido para que eu seja presidente”, afirmou.

“Agora, o que insisto com eles é que talvez um nome que tenha mais tempo para trabalhar essa questão dos vereadores seria melhor”, acrescentou.

A eleição para definir o diretório em Cuiabá ainda não tem data marcada, mas Janaina já deixou claro que a decisão será da direção estadual.

A deputado ainda rebateu a fala do deputado federal Juarez Costa, que na semana passada afirmou que o prefeito Emanuel Pinheiro era quem iria nomear os membros do diretório em Cuiabá.

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“Já conversei com ele [Juarez] outras vezes de que essa decisão vai ser do diretório estadual. Isso já está pacificado, não tenho preocupação com a fala da semana passada”, disse.

Reformulação

Janaina também citou o desejo de mudança no diretório do MDB em Cuiabá e afirmou que o advogado Francisco Faiad deve deixar a presidência no município.

“Não quero desmerecer o Faiad. Ele foi importante, mas a gente quer fazer uma renovação no partido. Então, dificilmente vamos manter o nome do Faiad como presidente”, completou.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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