MATO GROSSO
DÍVIDA DE R$ 457: caloteiro consome chope até de madrugada, alega não ter dinheiro e PM é acionada
MATO GROSSO
Um homem de 39 anos foi detido por policiais militares após tentar dar um calote de R$ 457 numa choperia situda no município de Sinop (500 km de Cuiabá). A confusão foi registrada na madrugada deste domingo (16), depois que o “folgado” consumiu bebidas alcoólicas e tentou ir embora sem pagar a conta.
Funcionários do estabelecimento, situado no bairro Jardim Europa impediram que o cliente caloteiro fosse embora e acionaram a Polícia Militar.
No boletim de ocorrência confeccionado pela PM consta a informação de que eram três homens que estavam juntos na choperia consumindo bebidas desde às 2130 deste sábado (15). Juntos, eles consumiram um total de R$ 551.
Ocorre que dois homens foram embora antes e pagaram R$ 93 deixando em aberto outros R$ 457, que em tese, deveriam ser pagos pelo homem que continuou no estabelecimento.
Já na madrugada de domingo, por volta das 2h30, o cliente foi comunicado que precisava efetuar o pagamento e ir embora, pois a choperia seria fechada. Ao ser informado sobre o valor que permanecia em aberto, o homem disse que não tinha dinheiro.
Com isso, a Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe ao estabelecimento, o que resultou na condução do “caloteiro” para uma delegacia para adoção das medidas cabíveis.
FONTE/REPOST: Welington Sabino – FOLHAMAX
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.