MATO GROSSO
Dois residenciais do SER Família Habitação são concluídos antes da data prevista
MATO GROSSO
O programa oferece subsídios de até R$ 20 mil para a entrada do imóvel, através da modalidade Entrada Facilitada.
As obras do Novo Mundo 1 tinham previsão de término para janeiro de 2025, enquanto as do Novo Sol 2 estavam programadas para setembro deste ano. A agilidade na construção está associada tanto aos eficientes processos de operacionalização do programa quanto às tecnologias avançadas utilizadas, que garantem edificações de qualidade em um tempo reduzido. A data de entrega ainda será definida.
Virginia Mendes, primeira-dama de Mato Grosso, expressou otimismo com a entrega antecipada das residências e destacou a eficiência do programa. “Esta é uma notícia que chega em um momento muito oportuno. Quem espera por uma casa própria já passou por muita ansiedade e frustrações. Estou muito feliz com essa notícia, pois este também é meu sonho. Este resultado é fruto de um trabalho que valoriza a transparência e a eficiência, algo que o Governo do Estado tem exigido. Graças ao compromisso, as empresas contratadas têm cumprido suas etapas com responsabilidade”, afirmou.

Ademar de Jesus, que trabalha como gari da Prefeitura de Várzea Grande, será um dos novos moradores do Residencial Reserva Novo Mundo 1. “Sem a ajuda do Governo nós não conseguiríamos ter esta casa. Combinando os benefícios do governo federal e o uso do FGTS, conseguimos ainda um abatimento nas parcelas, que ficaram em R$ 480”, declarou.
O programa
“São pessoas que pagam com tranquilidade uma parcela justa, que normalmente equivale ao valor do aluguel, porém as demandas diárias da família inviabilidade poupar o suficiente para dar a entrada. E, agora, com o Estado em pujante crescimento, estamos enfrentando uma explosão imobiliária que aumenta o valor dos imóveis, dos aluguéis e torna ainda mais difícil aquisição de um imóvel pelas famílias com uma renda mais restrita”, contextualiza Santos.
Conforme o presidente, a redução de prazos de entrega não será uma exclusividade dos empreendimentos Reserva Novo Mundo e Novo Sol 2. “Nosso modelo de trabalho está alinhado com o que o governador Mauro Mendes espera de nossa equipe: eficiência, bom uso do dinheiro público e entrega de resultados à população”.
As pessoas interessadas em acessar os benefícios do programa podem acessar a página da MT PAR.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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