MATO GROSSO
Duplas disputam título do Circuito Mato Grosso de Vôlei de Praia a partir de sexta-feira (28)
MATO GROSSO
O Circuito Mato Grosso de Vôlei de Praia reúne, em Primavera do Leste, 76 duplas em disputa por títulos estaduais das categorias Sub-17, Sub-19 e Adulto, de 28 a 30 de julho. Integrado aos critérios de acesso a competições nacionais, o evento esportivo é realizado pela Federação Mato-grossense de Voleibol com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
De acordo com o presidente da Federação, Nicanor Lopes Filho, o apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secel-MT, tem sido imprescindível para o fortalecimento da modalidade no Estado.
“A Secel tem sido parceira de todo o processo, desde a questão estrutural ao apoio de nossos atletas e a viagens. O evento em si é a culminância de uma série de situações que têm dado resultados incríveis ao voleibol de Mato Grosso”, destaca Nicanor.
Além dos títulos estaduais, as categorias de base (Sub-17 e Sub-19) disputam as classificações para etapas nacionais do Circuito de Vôlei de Praia. Para a categoria Adulto haverá premiação no valor de R$ 15 mil, que será distribuído entre as duplas que alcançarem da primeira à quarta colocação, tanto do masculino quanto do feminino.
Participam da competição atletas de Cuiabá, Sorriso, Sinop, Sorriso, Chapada dos Guimarães, Primavera do Leste, Campo Verde e Várzea Grande. O evento conta também com a participação de duplas de Campo Grande (MS).
Com entrada gratuita, a competição começa nesta sexta-feira (28.07), às 8h, e prossegue até domingo (30.07), na praça João e Maria Machnic, em Primavera do Leste. Transmissão online pelo canal YouTube/@voleimt
Para realização do evento esportivo, a Federação Mato-grossense de Voleibol conta ainda com o apoio do município-sede. da Assembleia Legislativa e demais parceiros.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.