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Em 10 meses, programa Recytec recolheu mais de 75 toneladas de resíduos eletrônicos em MT

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Entre janeiro e outubro de 2023, o Programa Recytec recolheu cerca de 76 toneladas de resíduos eletrônicos em Mato Grosso. Desse volume, mais de 16 toneladas de materiais foram encaminhados para empresas especializadas na reciclagem de plástico e ferro. A ação ainda garantiu a formação de 312 alunos em Montagem e Configuração, Robótica, Manutenção de Celulares, Informática Intermediária e Informática Básica ao longo do ano.

O programa é fruto da parceria entre a ONG Programando o Futuro e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), sendo uma resposta do Governo do Estado aos desafios do gerenciamento de resíduos eletrônicos em Mato Grosso. Além de realizar em grande escala o reaproveitamento de resíduos, o programa reforçou seu compromisso com a capacitação profissional e democratização da tecnologia.

Por meio de caravanas, campanhas de coleta e doações, o Recytec recebeu cerca de 75 toneladas de materiais que antes seriam descartados, possibilitando a o envio de 16.894,400 kg para empresas credenciadas. Todo processo é feito conforme as normas ambientais, sendo emitidos Certificados de Destinação Final de Resíduos (CDF). Outra parte do material segue em fase de separação e desmonte e futuramente serão designados para as empresas responsáveis pela reciclagem.

Além de promover o descarte apropriado, a iniciativa conta com cursos de capacitação em Montagem e Configuração, Robótica, Manutenção de Celulares, Informática Intermediária e Informática Básica. Ao longo do ano, foram formados 312 alunos, divididos em diversas turmas. Ainda há oito novas turmas que seguem em formação, com previsão de conclusão ainda em 2023.

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Em maio, o governador Mauro Mendes assinou um convênio garantindo investimento de R$2,4 milhões para realização de novas formações pelos próximos dois anos.

O Recytec segue aberto para receber resíduos eletrônicos que seriam descartados, tanto de empresas quanto de pessoas físicas. Para realizar a doação basta encaminhar o material até a sede do programa, localizado na Escola Técnica Estadual de Cuiabá (Av. Gonçalo Antunes de Barros – Carumbé), ou agendar a coleta por telefone: (65) 9 9229-2675.

Computadores recondicionados

Durante os cursos de capacitação da Recytec, os estudantes aprendem o processo de montagem dos equipamentos e alternativas sustentáveis que se baseiam na reciclagem de resíduos eletrônicos. O resultado final são máquinas funcionais e prontas para serem doadas. Em 2023, foram entregues 292 computadores para instituições.

Ao todo, 46 entidades foram atendidas com as doações. As principais beneficiadas foram: a Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Leverger,  que recebeu um total de 40 computadores; o Centro Cultural Casa das Pretas e a EMEB Vereador Paulo de Campo Borges, que receberam 20 computadores cada.

A Associação Terapêutica Ambiental Paraíso (Atap) foi contemplada com 10 computadores. A presidente, Neusa Lima Vieira de Mouro, falou sobre a importância dessa doação para o centro de acolhimento.

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“Utilizamos os equipamentos para ajudar no acolhimento de 150 pessoas em situação de rua. Tínhamos apenas um computador e vários setores precisando. Não tínhamos condições de comprar outro, mas agora deixamos  todos os setores equipados”, explicou a coordenadora.

A Creche Nossa Senhora do Carmo também recebeu 10 computadores. A diretora, Dirce Cardoso da Silva, agradeceu a doação dos dispositivos que serão usados pela instituição em um projeto de informática para crianças com 4 e 5 anos.

“Dentre os projetos que trabalhamos esse ano está uma sala de informática. A chegada desses computadores nos alegrou muito porque até então só tínhamos o projeto, agora temos a certeza de mais uma realização. Eternamente agradecidos”, disse a diretora.

A entrega dos equipamentos possibilitou atingir um dos objetivos do programa: a democratização do acesso à tecnologia. De acordo com o coordenador do Recytec, Alexandre César Monteiro, todas as metas desse ano foram alcançadas e já há previsão de ampliação em 2024.

“As atividades realizadas pela Recytec em 2023 alcançaram as expectativas. Com cerca de 75 toneladas de resíduos coletados e mais de 300 alunos formados. O que fez a expectativa para o próximo ano ser de 240 toneladas de arrecadação, aumentando em 3x os resultados já alcançados neste ano”, disse o coordenador.

*Com colaboração de Gabriel Vieira 

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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