MATO GROSSO
Em ação idealizada pela primeira-dama de MT, indígenas da etnia Chiquitano são beneficiados em Vila Bela da Santíssima Trindade
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“Gratidão a todos que participaram desta missão. Em nome do superintendente de Assuntos Indígenas Agnaldo agradeço a todos os voluntários e equipes envolvidas, tanto da Setasc quanto da prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Segurança que nos ajudam sempre. O programa SER Família Solidário é apenas um reforço para auxiliar nas despesas do dia a dia, mas tudo foi pensado com muito carinho. Que Deus abençoe todas as famílias contempladas”, declarou a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
“Estamos atendendo a comunidade indígena em parceria com a Setasc, unindo forças para trazer as 150 cestas básicas à etnia Chiquitano. Quero agradecer a nossa primeira-dama Virginia Mendes por ter acolhido os nossos indígenas, que neste momento estão precisando deste auxílio aqui em Vila Bela da Santíssima Trindade. Na semana passada também estivemos atendendo a etnia Boe-Bororo com 350 cestas, em Rondonópolis. E esse é o nosso trabalho, socorrer àqueles que necessitam”, disse Agnaldo.
O presidente da Organização Chiquetano Aeroporto (OCA), Cacique Sebastião Flores, relatou sobre a importância em receber os alimentos, porque a comunidade é muito carente e atende mais de 100 famílias cadastradas.
Para a presidente da Associação Chikbela, Suely Surubi, é uma satisfação receber a equipe da Setasc na cidade, que leva o carinho da primeira-dama Virginia Mendes por meio da entrega de cestas.
“Somos um povo carente, humilde e acolhedor. E a gente está aqui, neste momento, para receber a equipe e todo esse carinho. Em breve vamos fazer uma visita para a primeira-dama lá em Cuiabá”, finalizou.
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Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.