MATO GROSSO
Empaer orienta pescadores sobre linha de crédito para aquisição de barco e motor
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Técnicos da Empaer promoveram uma reunião com pescadores da Colônia Z 24, em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521 km de Cuiabá), para orientar sobre o acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Mais Alimento, que fornece linha de crédito para aquisição de barco, motor, freezer e caixa térmica.
Uma das pescadoras, Ilma Bolognani de Souza, com mais de 15 anos de experiência, explicou durante o encontro ralizado na semana passada, que tenta pela segunda vez o acesso ao benefício. “Na primeira vez consegui comprar um freezer. Agora, junto com meu marido, vou tentar conseguir comprar um barco e um motor. Nós vivemos da pesca e não temos outra renda. Tudo que facilita nossa vida é muito bem-vindo”.
Ilma destaca que mobilizou para a reunião 35 pescadores e muitos foram orientados sobre a importância da Declaração de Aptidão (DAP), para ter acesso às linhas de crédito do Governo Federal. “Todos já sabiam da documentação necessária, mas é importante sempre reforçar a informação”.
As técnicas da Empaer de Pontes e Lacerda, Rafaela Sanchez de Lima e Loana Longo, conseguiram emitir 16 declarações de aptidão do Pronaf.
“O objetivo é levar desenvolvimento para a colônia. Com o acesso ao crédito rural, o intuito é dar melhor condição de trabalho a eles, já que muitos ainda pescam de canoa. Com barcos e motor, os pescadores têm perspectiva de aumentar a quantidade de peixes pescados e melhorar a renda da família e a qualidade de vida da comunidade”, destaca Rafaela.

Reunião orienta pescadores sobre linhas de crédito do governo federal – foto Empaer
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.