MATO GROSSO
Encontro Multicultural promove desfile de moda indígena e feira de artesanato em Cuiabá
MATO GROSSO
Mulheres líderes indígenas, ribeirinhas e quilombolas se reúnem nos dias 28 e 29 de março, no Cine Teatro Cuiabá, durante o I Encontro Multicultural. O evento irá capacitar e promover um debate sobre o turismo de base comunitária, que consiste em vivências culturais em comunidades tradicionais aliadas a objetivos de desenvolvimento sustentável. Além de palestras, o encontro contará com um desfile de moda indígena, na abertura, e feira de artesanato, que fica aberta ao público até o dia 1º de abril.
O evento é realizado pela Associação Indígena Ahukugi e a empresa GoMartins, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também tem apoio do Cine Teatro Cuiabá, Karu Chanel, Observatório do Terceiro Setor e Descubra Mato Grosso.
Entre as etnias que participam do evento estão povos de Mato Grosso (Kuikuro, Umutina, Paresi, Bakairi, Guató, Chiquitanos, Kamayurá), do Amazonas (Kambeba) e representantes de comunidades quilombolas, como a Mumbuca, de Tocantins. Durante o período, os participantes vão expor produtos para comercialização, como biojoias, bolsas, pinturas, cocar, cestas e roupas.
O desfile de moda indígena será no dia 28, às 20h, após a abertura oficial do evento, e contará com peças inspiradas nas etnias Bakairi, Kamayurá e Paresi. As roupas também ficarão expostas na feira para que o público possa conhecer um pouco da cultura destes povos.
“O desfile também terá roupas confeccionadas por meio do projeto Kywagâ Desenvolvimento de Linhas de Produtos da moda indígena Kurâ-Bakairi, selecionado no Edital do MT Criativo, de 2021”, explica a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura. Ela acrescenta que artesanatos produzidos por meio do projeto Bolorie Umutina, da mesma seleção pública, também serão apresentados.

Palestras e mesa-redonda
As palestras e debates do evento são exclusivas para as líderes comunitárias que participam, e serão ministradas por representantes de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Elas também participam de mesa-redonda sobre turismo de base comunitária.
Entre as palestrantes está Neurilene Cruz Kambeba, membro do grupo de mulheres indígenas da etnia Kambeba, que gerencia o Restaurante Sumimi, na comunidade Três Unidos, em Manaus (AM).
Além dela, participa a líder ribeirinha Odenilze Ramos, que facilita processos de volunturismo (alia turismo com trabalho voluntário) em comunidades tradicionais do Brasil. Ela também é social mídia, vice-curadora da Global Shapers Manaus, rede mundial de jovens apoiada pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) que busca inovar e impactar positivamente suas comunidades.
O evento conta ainda com participação de Ilana Cardoso, quilombola da comunidade Mumbuca, guia turística no Jalapão e assessora na comercialização das biojoias de capim dourado.
Outro palestrante é Felipe Martins, fundador da GoMartins, empresa realizadora do evento.

Turismo de base comunitária
O Turismo de Base Comunitária segue um modelo de gestão feito pela própria comunidade, promovendo experiências culturais que geram benefícios econômicos e sociais àquele povo, ao mesmo tempo em busca o desenvolvimento e a conservação do meio ambiente.
Serviço:
Evento: I Encontro Multicultural
Data: 28 e 29 de março
Local: Cine Teatro Cuiabá
Horário: Segunda-feira (28.03), às 19h e Terça-feira (29.03), das 9h às 18h
Mais informações: @encontromulticultural2022

MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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