MATO GROSSO
“Equipamentos nos ajudam a andar nas ruas e a escrever”, afirma adolescente cega que recebeu do Governo de MT kit com bengala e reglete
MATO GROSSO
Uma das beneficiadas com o kit foi a cantora Lavínia Real Matos dos Santos, de 14 anos, que é cega e mora em Nobres. “É muito importante receber esse kit, porque os equipamentos nos ajudam a andar nas ruas e a escrever. A bengala nos ajuda a ir e vir, a andar em lugares que não conhecemos, e a reglete usamos para estudar, para escrever”, afirmou.![]()
A entrega dos instrumentos foi realizada no Palácio Paiaguás e contou com a presença de representantes do Instituto dos Cegos de Mato Grosso, que tem mais de 200 alunos matriculados e 2 mil membros; da Associação Mato-grossense de Cegos e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A Associação dos Cegos do estado estima a existência de mais de 20 mil pessoas cegas e com deficiência visual somente na capital.
A solenidade ainda contou com a apresentação da banda Os Bengalas.
O Programa SER Família Inclusivo é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc); Secretaria Adjunta de Programas e Projetos e Atenção à Família (Sappeaf) e pela Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), em parceria com a Superintendência estadual de Promoção e Articulação de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, vinculada à Casa Civil do Estado.
“É a primeira vez que um Governo do Estado realiza um programa desse tipo. Antes nenhum governo tinha se preocupado com essa demanda da sociedade”, destacou a superintendente de Promoção e Articulação de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Taís Augusta de Paula, que também é deficiente.
A primeira-dama agradeceu aos secretários de Educação, Alan Porto; de Comunicação, Laice Souza; da Setasc, Grasielle Bugalho, e ao deputado estadual Max Russi, parceiro nas ações sociais.
“Agradeço o apoio de todos vocês, porque não é fácil estar na política. Às vezes a gente tem muitos desejos e nem sempre a gente consegue realizar, mas temos anjos nas nossas vidas. Tudo o que a gente faz aqui depende também da assinatura do governador, da aprovação dele. Então, todos os projetos que eu sonho em realizar eu tenho apoio das secretarias, apoio de toda a equipe da Unaf e, principalmente do governador”, declarou a primeira-dama Virginia Mendes.![]()
A secretária interina de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, destacou que programas como o SER Família Inclusivo trazem esperanças de dias melhores.
“Essa é a grande diferença nos programas do Governo de Mato Grosso, o respeito às diferenças, porque nós somos diferentes e dentro das nossas limitações podemos melhorar a cada dia. Então, não importam as nossas limitações, todos nós podemos superá-las e de alguma forma fazer as pessoas que estão ao nosso lado terem uma vida melhor”, afirmou.
Grasielle Bugalho ainda garantiu que toda a equipe da Setasc continuará trabalhando para entregar com eficiência e qualidade todos os programas da pasta.
O presidente do Instituto dos Cegos de Mato Grosso, Udeílson César de Arruda, ressaltou que a entrega é extremamente importante e necessária. Segundo ele, há 22 anos que não havia esse tipo de investimento para o deficiente visual.
“O último investimento desse porte tinha sido em 2004. O movimento das pessoas com deficiência visual estava há 22 anos sem a ajuda do Estado para esses equipamentos. Ter esse investimento por parte do Governo de Mato Grosso é muito importante e só temos a agradecer, principalmente à primeira-dama Virginia Mendes por idealizar o Programa SER Família, nos contemplando com o SER Família Inclusivo”, concluiu.![]()
Eduarda Pimentel, de 19 anos, também recebeu o reglete e uma bengala. “Estou muito feliz por ser beneficiada com a entrega dos equipamentos”.
A reglete é o caderno do deficiente visual – um instrumento importante para a alfabetização em braile para o ensino regular. O material didático permite a leitura com as mãos, portanto o reglete é um material fundamental e é um dos primeiros materiais criados para alfabetizar pessoas com deficiência visual no mundo.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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