MATO GROSSO
Equipe do Estado sobrevoa a Resex Guariba-Roosevelt para coibir desmate ilegal
MATO GROSSO
O Estado continua com a operação Cedif, de combate aos crimes ambientais, no noroeste de Mato Grosso. Nos dias 2 e 3 de junho, uma equipe sobrevoou de helicóptero a Estação Ecológica do Rio Roosevelt e a Resex Guariba-Roosevelt, com o objetivo de flagrar crimes ambientais e coibir o desmate ilegal. Juntas, as duas Unidades de Conservação somam cerca de 234 mil hectares do Bioma Amazônia.
A ação foi conjunta entre a Coordenadoria de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Conforme o tenente-coronel Querubino Soares, apesar de já ter começado o período mais seco, que favorece o desmate, não houve flagrante de crime ambiental durante o sobrevoo. Isso significa que a presença do Estado na região, desde o dia 1º de junho, está sendo efetiva para coibir o desmate ilegal, a extração e transporte de produtos florestais, avalia.
A Estação Ecológica do Rio Roosevelt é uma área de proteção integral, localizada em Colniza (1.036 km de Cuiabá), o município com maior índice de desmate ilegal de Mato Grosso. Já a Resex Guariba-Roosevelt, abrange Colniza e Aripuanã, e é a última reserva de uso sustentável de Mato Grosso, para retirada de castanha e seringa.

Operação Cedif
A Operação continua na região durante todo o mês de junho. Em Mato Grosso, foram colocadas em campo mais de 31 equipes, com 100 efetivos, para combater crimes ambientais em todo o Estado.
A Operação Cedif tem este nome por integrar todos os órgãos estaduais e federais, além de instituições parceiras, que fazem parte do Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Aos Incêndios Florestais (Cedif).
MATO GROSSO
A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva
Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.
Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.
A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.
“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”
Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.
Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.
A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.
“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.
Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.
Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.
Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.
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