MATO GROSSO
Estudantes de Sinop participam de atividade extraclasse em indústria alimentícia
MATO GROSSO
Estudantes do 5° Ano da Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdes, localizada em Sinop, participaram de uma aula de ciências em um ambiente diferente. Com o propósito de conhecer o processo de industrialização de alguns alimentos, o grupo visitou a indústria Urbano, uma das maiores empresas na área de produção de alimentos do país.
Acompanhados da gestora escolar Mirlene Silva da Costa e da professora Monica Silva Rodrigues Dias, os estudantes observaram todo o processo de produção de arroz, feijão e macarrão. Conheceram a rotina desde o ensacamento à chegada dos produtos à mesa dos consumidores. Ademais, foi apresentada a história da indústria Urbano e como é feita a classificação dos vários tipos de arroz.
A diretora da unidade escolar destacou que a ideia para a aula surgiu da apostila do Sistema Estruturado de Ensino (SEE), material adotado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) para auxiliar no processo de recuperação da aprendizagem. “Aula de campo como esta é muito eficiente no processo de assimilação do conhecimento”, disse Mirlene Silva.
Ela acrescenta que a experiência foi enriquecedora, contribuindo de várias formas para a formação dos estudantes e aprofundando o aprendizado em sala de aula. “Os alunos ficaram impressionados e fomos bem recebidos. Por meio desta visita, foram exercitadas habilidades trabalhadas pelo Sistema Estruturado e desenvolvidas técnicas de observação e coleta de informações”, finalizou a gestora.
Sob supervisão de Rui Matos.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.