MATO GROSSO
Estudantes podem se inscrever para participar da 15ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação
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O evento será de forma híbrida, online e presencial, com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e organizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
A mostra tem como objetivo reconhecer e incentivar o desenvolvimento da pesquisa científica nas escolas. Os participantes poderão escolher entre as categorias “ciências”, “engenharias” e “economia criativa”, gratuitamente pela internet.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a mostra é mais uma oportunidade para que os estudantes mostrem a criatividade e habilidades científicas, além de se envolverem em projetos inovadores, a partir de uma programação diversificada, com oficinas e atividades interativas.
“O intuito é proporcionar aos participantes uma imersão no universo da ciência, tecnologia e inovação, estimulando o interesse nessas áreas”, afirmou.
Nesta edição, 30 trabalhos serão escolhidos como finalistas, sendo que em cada categoria serão selecionados: um projeto do 8º e 9º ano do ensino fundamental, 10 do ensino médio e um ensino técnico.
Os nove projetos com melhor pontuação (1º lugar), em cada categoria, terão como premiação um smartphone para cada aluno.
Os dois projetos das categorias ensino médio ou médio técnico com maior pontuação na avaliação e o ganhador do prêmio Farmun serão indicados para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, organizada pela Universidade de São Paulo.
Já os 20 projetos do 1º e 2º ano do ensino médio melhor selecionados na avaliação serão premiados com 20 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) ofertadas pela Fapemat, com duração de até 12 meses.
O Instituto Farmun, que também é parceiro, irá premiar com um notebook o projeto mais pontuado, com a temática Agro inscrito em qualquer uma das categorias. Além disso, os estudantes e professores dos projetos selecionados como finalistas receberão certificados de participação.
É importante destacar que, para a implementação da bolsa ICJ, é necessário que o estudante esteja matriculado no ensino médio de escolas públicas; estar desvinculado do mercado de trabalho; possuir frequência igual ou superior a 80% e apresentar histórico escolar.
Os alunos e professores que tiverem dúvidas em relação à inscrição podem entrar em contato com a organização da Mostra pelo telefone (65) 9 9981-6942 ou via e-mail: inscricaoevento@secitec.mt.gov.br.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma, clicando aqui.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.