MATO GROSSO
Estudantes têm até quarta-feira (26) para efetivar matrícula na 18ª edição do Parlamento Jovem Brasileiro
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“A efetivação da matrícula é feita a partir de um link que cada inscrito recebeu na sua conta de e-mail. É importante que todos os estudantes que se inscreveram para o programa concluam a matrícula, para que possam acessao ao curso”, explica Valtricia Frozi, da Coordenadoria de Ensino Médio da Seduc.
Segundo ela, de Mato Grosso participarão 40 jovens com idade entre 16 e 22 anos, selecionados entre os que se inscreveram e que estão matriculados nos Ensinos Médio e Técnico Integrado ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Rede Estadual de Ensino. De todo o país serão 1.080 jovens nesta edição.
Na etapa local, que ocorre entre 26 de julho e 10 de setembro, os estudantes participarão da jornada de aprendizagem, que se inicia com pesquisa sobre políticas públicas municipais, estaduais e nacionais relacionadas ao aspecto do tema que foi escolhido. Nessa fase exploratória também deve ser feita uma escuta de outros jovens do mesmo município, bairro ou cidade, para entender melhor a realidade e compreender as necessidades, os anseios e as propostas da juventude local.
A etapa estadual ocorre 23 de outubro a 10 de novembro, quando será realizada votação popular das propostas apresentadas pelos estudantes da rede, além de avaliações de especialistas indicados pela organização.
“Nessa fase, o estudante terá a oportunidade de sintetizar seus aprendizados em um discurso, ampliando sua voz e representando outros jovens de seu estado”, resume Valtricia.
Já na etapa final, prevista para ocorrer de 05 a 07 de dezembro, em Brasília, o desafio é ampliar as vozes da juventude de todos os estados brasileiros, elaborando a “Carta do PJB à Câmara dos Deputados”.
O legislativo irá custear para os jovens selecionados e seus professores apoiadores as despesas de passagem aérea, hospedagem, alimentação e transporte para o evento.
Veja no LINK mais informações no site oficial do PJB.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.