MATO GROSSO
Ex-chefe de gabinete, jornalista e marido de Edna Sampaio serão intimados a prestar esclarecimentos na Câmara
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FONTE: CUIABÁ NOTÍCIAS
O vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, declarou, na manhã desta terça-feira (16), que o marido da vereadora Edna Sampaio (PT), William Sampaio, a ex-chefe de gabinete dela, Laura Abreu, e o jornalista Romilson Dourado serão intimados a prestar depoimento sobre a suposta ‘rachadinha’ cometida pela parlamentar.
A decisão de levar as investigações adiante veio após a primeira reunião da Comissão de Ética, na tarde de segunda-feira (15). Na ocasião, Rodrigo Arruda e Sá avocou para si a relatoria do processo, mas em virtude de ocupar a cadeira de presidente da Comissão, a relatoria deve ficar a cargo de Wilson Kero Kero (Podemos) ou Kássio Coelho (Patriota).
A vereadora é investigada após uma denúncia de suposta “rachadina” divulgada no site RD News pelo jornalista Romilson Dourado, onde foi publicada uma série de prints de conversas em aplicativos de mensagens entre a ex-chefe de gabinete Laura Abreu, a vereadora e o marido William.
Os prints traziam comprovantes bancários e diversas mensagens em que Laura era cobrada da devolução da Verba Indenizatória (VI), recebida por ela no exercício da função no gabinete de Edna Sampaio.
A denúncia ganhou repercussão nos veículos de comunicação da Capital. Laura Abreu recorreu às redes sociais para negar que fosse coagida a devolver parte de sua remuneração e fez coro à defesa de Edna, de que o valor da VI da chefe de gabinete era depositado em uma conta conjunta para cobrir as despesas de atendimento à comunidade de todos os servidores do gabinete.
Edna Sampaio também recorreu às redes sociais para defender. A vereadora garantiu que o recurso da VI foi utilizado por ela para quitar despesas do mandato e reforçou não se tratar de devolução do salário da então chefe de gabinete.
“Não se trata de salário, mas de verba indenizatória, que não é complemento salarial. Eu, que uso esse recurso público para dar publicidade do mandato, que faço prestação de contas de todos os itens gastos desse recurso que é público e não faz parte dos nossos salários, sou acusada de fazer rachadinha”.
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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”