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Executada pelo Governo do Estado, obra do gasoduto de Cuiabá está 97% concluída

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As obras da rede de distribuição de gás natural, que irá abastecer as empresas do Distrito Industrial de Cuiabá e entorno, já estão 97% executadas. Inicialmente, seriam 28 quilômetros de extensão, mas, com objetivo de beneficiar ainda mais empresas, o Governo do Estado, responsável pelo projeto, estendeu a tubulação para 39 quilômetros. Com isso, a rede terá capacidade para fornecer 4,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por mês.

A obra feita pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), MT Gás e MT Par canalizará o gás natural de San Matías, na Bolívia.

Atualmente, a parte da tubulação está praticamente finalizada e a de assentamento dos dutos já está pronta. A interligação ao ramal da MT Gás foi concluída com sucesso. A construção se encontra agora na fase de instalação do “city gate”, que é uma estação central responsável pela filtragem, regulagem e medição do gás.

O presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues, explicou que, depois disso, será iniciada a operação de toda a rede, onde vai ser feito o comissionamento e testes de funcionamento para certificar a operação dentro da normalidade.

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“A previsão de entrega do gasoduto é no início de 2024. E uma das principais vantagens é a troca de matriz energética que vai gerar maior economia para as empresas de uma forma sustentável, com menos emissão de carbono e maior facilidade de uso e segurança”, destacou Aécio.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, explicou que essa é uma demanda antiga dos empresários do Distrito Industrial de Cuiabá e que, após concluída, deve ser realizada também em outras regiões do estado.

“Estamos construindo o primeiro gasoduto em Cuiabá. Essa é uma demanda antiga dos empresários. É uma energia barata que vai dar maior viabilidade econômica às empresas instaladas no Distrito. Após esse projeto, o Governo de Mato Grosso pretende levar essa energia limpa a outras regiões do nosso estado para diminuir a necessidade de biomassa e aumentar o fornecimento de uma energia renovável para todas as indústrias do estado”, pontuou o secretário.

Ao todo, 26 empresas do Distrito Industrial já formalizaram interesse de contratação, mas a expectativa é abastecer mais de 260, já que a economia para as empresas será de aproximadamente 40% com o uso do gás natural.

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O presidente da MT Par, Wener Santos, afirmou que Mato Grosso irá entregar o gás natural mais barato do Brasil. “Estamos falando de uma energia que é limpa e renovável. O Governo do Estado está trazendo economia, tecnologia e sustentabilidade para o Distrito Industrial de Cuiabá e vai atrair ainda novos investimentos e gerar novos empregos”, finalizou.

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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