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Faccionados são presos com arsenal de armas e quase 300 munições em MT

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Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam dois homens, de 23 e 22 anos, por porte ilegal de arma e associação criminosa, na noite deste domingo (28.04), em Sorriso. Na ação, foram apreendidas sete armas de fogo que seriam pertencentes a uma facção criminosa da cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, as equipes policiais receberam informações do setor de inteligência sobre a localização de um veículo Cobalt preto, que seria suspeito de ser utilizado em crimes de roubo na região. Imediatamente, as equipes policiais realizaram diligências e localizaram o veículo estacionado em uma loja, nas margens da BR-163.

Em revista ao suspeito e veículo, a Rotam localizou uma pistola de calibre .9mm de numeração raspada, carregada com 15 munições. Questionado sobre o objeto, o homem afirmou que iria entregar a arma para um segundo suspeito cometer crimes contra membros de facções rivais da cidade.

Neste momento, o segundo criminoso se aproximou do local e foi surpreendido pela presença da PM, sendo detido em flagrante. Para os policiais, o homem confirmou a versão do primeiro suspeito.

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Ainda em depoimento aos militares, o primeiro detido afirmou que em sua residência havia mais armas guardadas a mando da facção criminosa e que os objetos eram usados em crimes que vinham ocorrendo no município.

As equipes da Rotam e do 12º Batalhão se deslocaram ao endereço do suspeito e localizaram mais seis armas de fogo, sendo elas mais duas pistolas, dois revólveres de calibre .38 e dois fuzis de calibre 12. Também no local, foram apreendidas mais 280 munições para todo o armamento, além de carregadores e máscaras balaclavas.

Os suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos, junto de todo o material apreendido, para a delegacia de Sorriso, onde foi registrado o boletim de ocorrência e as demais providências.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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