Diante da estimativa de 21% de perdas para a safra de soja em Mato Grosso, segundo dados da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou que o governo prepara medidas para ajudar os produtores do estado.
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Fávaro diz que serão anunciadas medidas para ajudar produtores de MT
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O ministro participou do Papo das 7 do Bom dia MT, da TV Centro América, na manhã desta sexta-feira (1º) e lembrou que os produtores e pecuaristas estão sendo afetados devido às mudanças climáticas, entre elas a seca, sem precedentes, que atingiu várias regiões no Brasil, no último ano.
“O governo está atento a isso e já tenho interlocução e determinação do presidente Lula para que a gente tome medidas que deem suporte aos produtores, neste momento, para que possam ter tranquilidade”, disse.
Conforme o ministro, antes do final da safra as medidas devem ser anunciadas. “Em função desse cenário todo apresentado, vamos anunciar as medidas para que eles superarem esse ano e voltem a continuar produzindo com tranquilidade, crescendo e gerando emprego e oportunidades”.
Produção de leite
Um dos setores que enfrentam dificuldade no país é da produção de leite. Inclusive, no ano passado foram anunciadas medidas para estimular a vida de leite in natura pelos produtores do Brasil.
“A maioria da produção de leite no Brasil é integrada as cooperativas de produção. É um momento extremamente difícil, o consumo mundial de leite, pós-pandemia diminuiu demais e os grandes produtores, aqui em volta do Brasil, no Mercosul, Uruguai e Argentina, começaram, literalmente, a derramar o leite excedente produzido por eles e o Brasil achatou demais os preços”, disse.
Isso tem afetado o setor no Brasil. Diante do cenário, o presidente Lula assinou decreto de incentivo fiscal aos produtores de leite in natura do Brasil, que entrou em vigor em fevereiro deste ano.
“Isso deve subir o preço do leite para o produtor na ordem de R$ 0,70 a R$ 1,00 por litro. Além disso, tem linhas de crédito para que eles possam ter tranquilidade em pagar o passivo gerado nesse um ano e pouco de preço achatados, com seis anos para pagar, com carência para o pagamento, juros de 8% ao ano, linha de crédito e estamos tomando medidas estruturantes”, informou.
Conforme o ministro, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) também tem conversado com entidades de classe para melhorar as condições da produção e aumentar o consumo de leite nos programas sociais do governo.
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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0