MATO GROSSO
FCO disponibiliza R$ 320 milhões em crédito para setores empresarial e rural de Mato Grosso
MATO GROSSO
O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO) vai disponibilizar R$ 320,7 milhões em linhas crédito para empresários e produtores rurais de Mato Grosso. O aporte financeiro deve gerar 2.155 empregos diretos e indiretos nos setores rural e empresarial de Mato Grosso.
Os financiamentos foram aprovados nesta terça-feira (05.04), durante a 13ª reunião extraordinária do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Codem), constituído pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT) e parceiros.
O Colegiado deferiu 55 cartas-consulta em ambas as modalidades. No FCO Empresarial foram autorizados 16 projetos, nos quais serão aplicados em R$ 191,6 milhões em recursos, o que vai gerar 1.851 empregos diretos e indiretos, no Estado. Entre os contemplados pelo programa estão sete pequenas empresas, sete pequenas-médias empresas, uma empresa média e uma grande empresa.
O FCO Rural teve 39 projetos aprovados que totalizaram R$ 129,1 milhões em crédito, valor que será responsável pela criação de 304 empregos diretos e indiretos. A modalidade teve 13 projetos habilitados para pequenos produtores, 15 para pequenos-médios produtores, 10 médios produtores e 1 para médio-grande produtor.
Entre as aprovações com recursos do Fundo do Centro-Oeste está o projeto da empresa Icofort Agroindustrial S/A que está instalando em Nova Mutum uma fábrica para extração, refino envase de óleo de algodão, produção de manteiga a partir do caroço do algodão e de ingredientes para nutrição animal. A indústria irá gerar 803 empregos diretos e indiretos.
“A instalação de uma indústria desse porte em Mato Grosso comprova a verdadeira mudança no perfil econômico do Estado, já que permite a industrialização de nossas matérias-primas e a geração de emprego da região”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Codem, César Miranda.
Ele enfatiza ainda que as contratações do FCO chegaram a mais de 99% do nosso Estado, fator que tem assegurado desenvolvimento a todas as regiões mato-grossenses.
Investimento
Somente neste primeiro trimestre de 2022, o Codem já liberou R$ 506,7 milhões em créditos do FCO para produtores rurais e empresários de Mato Grosso.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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