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Ferramenta do Nota MT pesquisa melhores preços e pode ajudar na compra de material escolar
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Por meio dessa funcionalidade, o consumidor cadastrado no programa pode fazer a busca informando o nome do desejado ou pela leitura do código de barras. O resultado será os preços praticados para aquele produto, sendo possível fazer a comparação e uma escolha mais econômica na hora da compra, inclusive nas compras escolares.
Flavyanne Santa Barbara, que é mãe de duas crianças em idade escolar, de 7 e 13 anos, afirmou que pesquisa muito os preços antes de comprar. Apesar de participar do Nota MT, ela não utilizava o Menor Preço, porém, ao ter conhecimento da ferramenta, afirmou que o aplicativo será de grande valia nas suas compras.
“A princípio vejo pela internet, busco o preço mais acessível e vou direto na loja para fechar. Muitas vezes compro em mais de lugar devido à falta de produtos. Mas, tem que garimpar! É muita diferença (de preços) de um lugar para outro! Com certeza, agora, vou começar a usar o Menor Preço, vai facilitar anda mais na hora da pesquisa”, relatou Flavyanne.
Pesquisa realizada em 18 de janeiro na ferramenta Menor Preço, dentro do site Nota MT
No exemplo, utilizando o termo ‘caderno universitário’ para a busca na ferramenta, o resultado mostra uma variação de preços entre R$ 19,20 e R$ 89,70, o que dá uma diferença de 367,19% a mais do maior valor para o menor valor encontrado. Ainda é possível verificar a descrição de cada produto e o local vendido, bem como endereço.
Além de materiais escolares, o Menor Preço, auxilia o consumidor em compras com outros produtos como, por exemplo, combustíveis, alimentos, bebidas, confecções, remédios, eletrônicos, celulares, televisores. Para isso, o sistema utiliza como base de dados para as buscas as notas fiscais (NF-e e NFC-e) emitidas no comércio em Mato Grosso, atualizadas a cada 24 horas, durante o período da noite.
A ferramenta está disponível gratuitamente no aplicativo e site do Nota MT. Para acessá-la o consumidor deve ser cadastrado no programa e fazer o login, depois clicar na opção “Menor Preço” e digitar o produto a ser pesquisado, ou ainda, por meio da leitura do código de barras do item.
É importante ressaltar que a ferramenta de pesquisa apresenta opões diferentes quando acessada pelo aplicativo de celular, tais como filtrar a pesquisa por localização, informando a distância máxima desejada, e por período em dias. Já pelo site, o usuário tem a possibilidade de visualizar os resultados dentro de um mapa.
*Sob a supervisão de Lorrana Carvalho
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.