MATO GROSSO
Filha de motorista que sofreu acidente na BR-163 faz vaquinha para visitar o pai que está em estado grave
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Edmilson está em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e usa um dreno no pulmão por conta de sangue acumulado no órgão. Seu estado de saúde é considerado crítico. O objetivo da família é trazer Edmilson para algum hospital de Cuiabá, onde os parentes residem.
Na vaquinha, Beatriz pretende arrecadar R$ 2,5 mil, que serão usados para comprar passagens para ela se deslocar de Brasília para a capital mato-grossense. A jovem está há um ano e seis meses sem ver o pai.
“Está bem difícil e eu sou única que mora longe e estou recebendo informações da minha mãe e irmãos que já estão em Sinop. Está bem complicado a situação. Ele corre risco e saíram algumas notícias falando que ele faleceu e outras falando que ele está bem. Mas ele não está bem, o estado dele é bem crítico e complicado”, esclareceu Beatriz em entrevista ao Olhar Direto.
Beatriz mantém o site da Vakinha Virtual (acesse AQUI) disponível e também a chave PIX (0615623109) para transferências diretas. (Veja foto do QR Code na galeria)
Empresa nega excesso de jornada
A empresa Expresso Itamarati, responsável pelo ônibus de viagem com 45 passageiros, afirmou que o funcionário não excedeu a jornada permitida. O acidente deixou oito mortos e cinco feridos, que estão internados em estado grave.
De acordo com o advogado da empresa, Carlos Melgar, o tacógrafo (usado em veículos para monitorar tempo de uso, distância percorrida e velocidade) do ônibus envolvido na colisão está com a Polícia Civil, que investiga o acidente.
Melgar disse não saber desde que horas Edmilson estava trabalhando na terça, mas nega que tenha excedido a jornada de 8h permitida.
“A empresa ainda vai me enviar a telemetria do veículo. Mas o que podemos afirmar é que ele estava há menos de 8h na direção do ônibus. A empresa nega o excesso na jornada de trabalho. Inclusive o tacógrafo já está com a Polícia e nele deve-se comprovar isso”, afirmou o advogado de defesa.
A Expresso Itamarati ressaltou que o motorista tem mais de 20 anos de experiência em viagens para Sinop.
“É um profissional de mais de mais de 20 anos de experiência só no eixo Cuiabá x Sinop x Cuiabá. Com isso estamos pensando somente na plena recuperação dele o dos demais acidentados e todo apoio às vítimas”, diz trecho da nota.
Em posicionamento oficial, a empresa manifestou pesar aos familiares das vítimas e garantiu apoio aos envolvidos. “Prepostos da empresa se deslocaram ao local imediatamente após o ocorrido para prestar assistência às vítimas e familiares, bem como para contribuir com as autoridades competentes para apuração das causas do acidente”.
Mãe e filhos internados em estado grave
A dona de um salão de beleza e os dois filhos, de 11 e cinco anos, estão entre as quatro vítimas internadas no Hospital Regional de Sinop. Ângela Fátima de Souza, de 47 anos, Raul Vitor e Maria Eduarda, voltavam para casa quando o ônibus de viagem bateu na carreta.
Raul Vitor é quem tem o quadro mais crítico, de acordo com o cunhado de Ângela Fátima, Elizeu Zorzan. O menino precisou passar por uma cirurgia de emergência e chegou a perder uma parte do osso do crânio. Ele está em coma.
A família estava no segundo andar do ônibus que foi atingido por destroços da carreta após a colisão. O veículo de carga estava carregado com soja. O motorista teve ferimentos leves, mas também foi encaminhado para uma unidade de saúde.
Até o momento foram confirmadas oito mortes. A professora Sidinei de Oliveira Cardoso, de 48 anos, e o filho, Carlos André Fidelis Oliveira Cardoso, de 14, estão entre as vítimas.
Também morreram no acidente: Alfredo Lopes da Silva (65), Maria Carneiro (61), Clayton Aparecido da Silva (37), Brena Nunes Ronsoni (24), Pedro Henrique Rodrigues Leal Pinto (21), Deborah Costa de Almeida (21).
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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