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“Fogo imponente do Pantanal exigiu muita força e estratégia”, diz bombeiro que atuou por 27 dias para controlar incêndio

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O incêndio que atinge o Pantanal mato-grossense desde outubro, considerado controlado desde 20 de novembro, mobilizou cerca de 120 homens do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, militares do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) e agentes da Defesa Civil do Estado.

Jair Germano Gonçalves Júnior, do 3º Batalhão de Rondonópolis, é um dos bombeiros que atuou na região por mais tempo. Ele retornou para casa na última sexta-feira (24.11), após 27 dias de combate intenso ao fogo.

“Foi muito surreal. Para entender realmente a severidade e poder do fogo, é apenas vivenciando, estando lá. Não tem como explicar com palavras. Em uma tarde, o fogo pulou três rios aqui na região. São rios com cerca de 40 metros de largura. O fogo foi muito imponente, mas a sensação hoje é de dever cumprido. É muito gratificante saber que aquela área preservada é resultado do trabalho de muitos”, diz o soldado.

O militar explica que nos dias em que as chamas estavam mais intensas na região, ele e os demais membros da equipe davam início ao combate por volta das 5h da manhã. Quanto mais cedo, mais eficiente o combate se tornava.

“Nosso combate começava às 5h e ia até às 10h para ter efetividade contra o fogo. A partir das 10h, até por volta das 14h, o trabalho era de monitoramento, porque neste período era praticamente impossível combater por conta das altas temperaturas e vento. Depois, às 15h, voltávamos às ações de combate. Todos os dias eram assim”, relata.

O trabalho das equipes não terminava ao chegar na base, em uma pousada da região. Ao fim do dia, era realizada uma reunião de alinhamento com todos os membros da equipe para planejar as estratégias do dia seguinte.

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Entretanto, nem sempre as ações saiam como o planejado porque a força do fogo era muito imprevisível.

“O incêndio florestal é muito dinâmico por depender de um clima que, neste último mês, esteve muito instável. Fazíamos um planejamento macro para o dia seguinte, conforme os resultados obtidos no dia anterior, mas sempre sabendo que parte do planejado poderia mudar. Parece que o fogo pensa e tem vida, evolui”, afirma.

O militar destaca que não faltaram recursos do Governo de Mato Grosso. Nos momentos mais críticos das chamas, chegaram a atuar contra o incêndio três aviões, um helicóptero, 11 barcos, 16 viaturas e caminhões-pipa.

“Estamos com bastante recursos e homens no combate. Graças a isso, conseguimos segurar as chamas e impedir que se alastre mais do que alastrou, tendo em vista que o bioma contribui para a expansão do fogo. Aqui é um dos poucos lugares que o chão queima muito fácil. Você vai, apaga na superfície, mas o fogo continua por baixo do solo, então as chamas voltam em outros pontos. Foi um trabalho constante”, afirma.

Nesta terça-feira (28.11), segundo major BM Rodrigo, o fogo não está com a mesma força e o incêndio é considerado controlado nesta região. Entretanto, o trabalho das equipes não chegou ao fim e são realizadas ações preventivas como construção de aceiros alagados e rescaldo.

“Aqui no Encontro das Águas e Transpantaneira o fogo está totalmente controlado. Estamos monitorando com drones e aviões em busca de pontos de reignição, e estamos reforçando nossos aceiros”, explica o major.

Reconhecimento pantaneiro

Maurício Rondon Moraes, pantaneiro desde quando nasceu, há 48 anos, dá apoio ao Corpo de Bombeiros Militar desde o início do fogo na região da Transpantaneira, próximo ao Rio São Lourenço. Ele teve sua casa ameaçada pelas chamas, mas teve a propriedade resguardada devido ao trabalho intensivo das equipes.

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“Só aqui na minha casa demos abrigo para mais de 20 bombeiros. Eles vieram na hora certa e estão fazendo o trabalho corretamente. Fizeram o combate ao fogo no fundo da nossa casa. Há quem diga que os Bombeiros não estão trabalhando, mas estão, sim. Eles são treinados para isso. Para nós, a chegada dos bombeiros foi a melhor coisa que tivemos”, diz Maurício.

“O ano de 2020 foi uma catástrofe. Naquela época, o fogo veio de Corumbá (MS) a Cuiabá queimando. O fogo não teve piedade do nosso Pantanal. Três anos depois, o fogo veio pela força da natureza. O calor está muito intenso, mas os bombeiros conseguiram controlar mesmo assim”, completa.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso estão no Pantanal desde a primeira semana de outubro, quando os primeiros pontos de incêndio foram identificados. Atualmente, cerca de 100 bombeiros e agentes da Defesa Civil do Estado estão em seis frentes de combate ao bioma.

Em apoio às ações, nesta terça-feira, estão disponíveis dois aviões da Defesa Civil para o monitoramento aéreo, 11 barcos e 18 viaturas para o deslocamento das equipes em diferentes pontos de combate na região, além de dois caminhões-pipa.

A Sala de Situação Central, em Cuiabá, continua monitorando todo o bioma com satélites de alta tecnologia para orientar as equipes em campo.

Fonte: Governo MT – MT

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Qualidade de vida ganha protagonismo e muda o perfil dos empreendimentos imobiliários

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Cinco anos depois da pandemia de Covid-19, as mudanças provocadas pelo período de isolamento social continuam influenciando a forma como as pessoas escolhem onde viver. Se antes a proximidade do trabalho e dos centros urbanos era um dos principais fatores na decisão de compra de um imóvel, hoje qualidade de vida, contato com a natureza, espaços amplos e bem-estar passaram a ocupar posição de destaque.

Essa mudança de comportamento tem sido percebida também pelo mercado imobiliário de Mato Grosso. Empreendimentos voltados ao conceito Home & Wellness, que privilegiam áreas verdes, lazer ao ar livre e ambientes que favorecem uma rotina mais equilibrada, vem despertando o interesse de famílias que buscam mais do que uma residência: procuram um novo estilo de vida.

Para o empresário do Grupo Tio Ico e sócio-investidor da Mangaba Urbanismo, Ricardo Gomes, esse movimento deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada.

“A pandemia fez as pessoas refletirem sobre o tempo que passam em casa e sobre a importância de viver em um ambiente que proporcione qualidade de vida. Hoje percebemos que o cliente valoriza muito mais espaços amplos, contato com a natureza, áreas para convivência e uma rotina menos acelerada. Não se trata apenas de comprar um terreno, mas de investir em um lugar onde seja possível viver melhor.”

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Segundo ele, essa transformação também mudou a forma de planejar os empreendimentos.

“O mercado passou a olhar para projetos que priorizam experiências. Áreas verdes, lagos, espaços de lazer, infraestrutura para atividades ao ar livre e maior privacidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem atributos cada vez mais desejados por quem busca um novo endereço”.

Ricardo, que também atua no agronegócio como sócio do Grupo Tio Ico, ressalta que a mudança no comportamento dos consumidores reflete uma transformação que vai além do mercado imobiliário.

“Hoje percebemos que as pessoas estão investindo mais em qualidade de vida. O imóvel deixou de ser apenas um patrimônio e passou a representar bem-estar, segurança e um ambiente propício para a convivência da família. Essa é uma tendência que veio para ficar e que influencia diretamente os novos empreendimentos.”

Um exemplo desse novo conceito é o Cenário dos Lagos Home & Wellness, desenvolvido pela Mangaba Urbanismo em Cuiabá. O empreendimento, que contará com o maior lago privado em condomínio fechado, foi concebido para integrar natureza, bem-estar e qualidade de vida em um único espaço, refletindo uma demanda crescente por moradias que favoreçam o equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Muito além da arquitetura

A valorização de imóveis com maior integração à natureza também encontra respaldo na psicologia. Para a psicóloga Rayssa Martins, a pandemia alterou profundamente a relação das pessoas com a própria casa, que passou a exercer um papel muito mais amplo na rotina.

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“No cenário pós-pandemia, muitas pessoas passaram a perceber que a casa, o lar, deixou de ser apenas um ambiente de descanso, tornando-se também um espaço de trabalho e de convivência com a família e os amigos. Do ponto de vista da psicologia, o ambiente em que o indivíduo vive influencia diretamente o bem-estar emocional e, consequentemente, o bem-estar físico e até o comportamento das pessoas.”

Segundo ela, ambientes que favorecem o contato com a natureza e proporcionam espaços de convivência contribuem para uma rotina mais saudável.

“Locais que oferecem contato com a natureza, áreas de lazer, espaços de convivência e oportunidades para atividades ao ar livre podem favorecer a redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Embora a saúde mental seja resultado de diversos fatores, e não apenas do ambiente, ele pode atuar como um importante elemento de promoção da saúde mental e da qualidade de vida.”

Para a especialista, esse novo olhar ajuda a explicar por que tantas famílias passaram a priorizar empreendimentos que oferecem uma experiência de moradia mais conectada ao bem-estar, tendência que segue influenciando o mercado imobiliário mesmo anos após o período mais crítico da pandemia

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