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Fora da mídia, ator desabafou antes de morrer: “Todos se afastaram”

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O ator Eraldo Fontiny — que morreu na madrugada deste sábado (6/5), aos 41 anos, em decorrência de um mal súbito — desabafou dias antes em suas redes sociais relatando que muitas pessoas se afastaram depois que ele deixou de ficar em evidência na mídia. Natural de Belo Horizonte, o humorista ganhou projeção nacional e convites para a TV em decorrência do sucesso da personagem Lili e seu famoso bordão ‘minha mãe deixa’.

Em uma publicação no Instagram em 29 de abril, o humorista, antes de expor alguns acontecimentos, declarou: “Só gratidão por esses anos e todas as pessoas que verdadeiramente acreditaram no meu trabalho”. Porém, na sequência, ele afirmou que muita gente se aproveitou dele e que “elas sabem quem são”.    

“Quando não fiquei mais na mídia ou em foco, todos se afastaram. Poucos me convidaram para se apresentar junto com eles ou fazer novos projetos, principalmente aqui em BH”, disse o ator, destacando que acredita na “lei do retorno”.     

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Ele finalizou agradecendo o carinho dos seguidores e destacando sua vontade de atuar no teatro. “A nossa conexão [dele com os fãs] é um milagre na minha vida. Obrigado por não terem desistido de mim. Preciso muito voltar a trabalhar nos palcos”, escreveu.     

No entanto, o artista tinha algumas apresentações marcadas com o espetáculo ‘Lili, minha mãe deixa’. Uma delas aconteceria em 16 de junho no Cine Teatro Cuiabá (MT). Antes disso, no mesmo mês, no dia 6, o ator se apresentaria em um bar de Belo Horizonte, no bairro Serrano.       

Carro-chefe entre os personagens do artista, Lili ganha vida como uma criança aparentemente dócil, mas que faz todo tipo de atrocidades sob a justificativa (e também bordão) de que a mãe dela deixa.       

Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o humorista ainda ganhou destaque com outros personagens, como Seu Manel, Marcos Paulo, Professora Mazzé e Meire Caixeta. O artista coleciona passagens pelo Grupo Globo, RedeTV e SBT.       

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Atualmente, ele integrava o elenco do Programa Graffite, da rádio 98 FM, ao lado de Eduardo Schechtel, Leandro Nassif, Rodrigo Rodrigues e Rafael Mazzi. Ele trabalhava na emissora desde 2012. Antes disso, o ator atuou na rádio Extra FM.       

Fontiny ainda integrou o grupo paulista de teatro Terça Insana. No cinema, o ator fez parte do elenco de Os Parças, filme que também contou com as participações de Whindersson Nunes, Tirulipa e Tom Cavalcante.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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