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Forças de segurança apreendem quase 500 quilos de cloridrato de cocaína em Brasnorte

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Ação conjunta do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), da Polícia Militar (PM) e da Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 492,8 quilos de cloridrato de cocaína, a forma mais pura da droga, neste sábado (22.04), em Brasnorte (580 km a noroeste de Cuiabá).

A estimativa de prejuízo ao crime é de mais de R$ 12,3 milhões. Em pouco mais de uma semana, esta foi a terceira apreensão de entorpecentes feita pelas forças de segurança, ultrapassando 1.362 quilos de droga.

De acordo com o coordenador do Gefron, tenente-coronel Manoel Bugalho, a apreensão foi realizada após o recebimento de uma denúncia anônima feita ao 0800-646-1402 dando conta sobre um possível carregamento escondido próximo a pista de pouso localizada em uma área rural da cidade.

De posse das informações, o Gefron solicitou apoio do 7º Comando Regional da Polícia Militar de Tangará da Serra, que enviou uma equipe de Força Tática para o local indicado e iniciando as buscas até a chegada das equipes do Gefron e da Polícia Federal.

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Durante as buscas, foram encontrados 15 fardos contendo 492,9 kg de cloridrato de cocaína. Não houve prisão. A droga foi encaminhada para a Polícia Federal em Cáceres, que dará continuidade às investigações.

Na terça-feira (18.04), o Gefron, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro apreenderam outros 15 fardos contendo 485,3 kg também de cloridrato de cocaína, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá). A apreensão aconteceu durante a Operação Hórus – Guardiões das Fronteiras.

Antes, no dia 14 deste mês, as forças de segurança estadual e federal, com apoio da Polícia Militar (PM) de Rondônia, retiraram de circulação 384 kg de cocaína, nas proximidades de uma pista de pouso, localizada no município de Pimenteiras do Oeste (RO).

Conforme Bugalho, as ações fazem parte do esforço integrado das forças de segurança de enfrentamento ao narcotráfico interestadual e internacional, bem como na repressão e prevenção à criminalidade da área de fronteira.

Fonte: Governo MT – MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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