MATO GROSSO
Fórum realizado pela Seaf vai abordar estratégias para acesso ao crédito fundiário e desenvolvimento do campo
MATO GROSSO
O evento será no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), das 8h30 às 17h30.
Promovido em parceria com a Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o fórum tem como objetivo de difundir e fortalecer as políticas de crédito fundiário em Mato Grosso, fomentando o acesso à terra, a produtividade e garantindo melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares.
Entre os objetivos do Programa Nacional de Crédito Fundiário estão apoiar famílias a adquirirem a própria terra, custeando custos de cartório, impostos de transferência de Imóvel, projeto para investimentos básicos para mecanização e tecnologia, capacitação e melhoria da infraestrutura para produção.
“Este fórum representa uma oportunidade importante para debater medidas que visam o avanço da agricultura familiar em Mato Grosso, com apoio financeiro, reforçando o trabalho que o Governo do Estado já bem fazendo e que tem dado resultado e mostrado a força do segmento no Estado”, declarou o secretário de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Luluca Ribeiro.
A organização do evento conta com o apoio da Associação Mato-grossense dos Municípios.
O público-alvo inclui representantes de empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), dirigentes de movimentos sociais, agentes financeiros, prefeituras municipais, servidores da Unidade Técnica Estadual (UTE) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), além de toda a rede de apoio do PNCF no Estado.
Podem acessar o programa de crédito: trabalhadores e trabalhadoras rurais com 5 anos de experiência em atividade rural, não proprietários de terras ou donos de até quatro módulos fiscais, e que não seja servidor público e nem assentado da reforma agrária.
- Clique aqui para fazer a inscrição
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.