MATO GROSSO
Gabriel teve seu mandato cassado no dia 18 de agosto, após uma votação no plenário da Câmara, por quebra de decoro parlamentar. Várias acusações foram feitas contra: assédio sexual, moral e tentativa de estupro. Gabriel Monteiro também foi acusado de intimidações, agressões e de cometer crimes contra menores de idade. Nas denúncias analisadas pela Câmara, constam quatro acusações de mulheres que dizem ter sido estupradas. Ao menos três delas afirmaram que as relações começaram de forma consentida e passaram para uma situação de violência. Sempre que se pronunciou, Gabriel Monteiro negou os crimes. *Estagiária sob supervisão de José Raphael Berrêdo
MATO GROSSO
om a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dois nomes se cacifam entre o setor de agronegócios como mais cotados para assumir o Ministério da Agricultura no novo governo: o ex-ministro da pasta na gestão Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Neri Geller (PP-MT), e o senador Carlos Fávaro (PSD-MT). Ambos atuaram na campanha de Lula. Os ex-ministros Blairo Maggi – na gestão Michel Temer – e Kátia Abreu (PP-TO) – no segundo mandato de Dilma – também são lembrados. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), candidata à Presidência, que apoiou Lula no segundo turno, continua no páreo apesar das apostas de que ela irá para um ministério mais “forte”.
Num momento em que o governo de transição dá os primeiros passos – a equipe, coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) começa a trabalhar nesta segunda-feira -, ainda não há uma definição em relação a quem será o ministro de Lula na área, fortemente associada hoje com o presidente Jair Bolsonaro (PL). A aposta principal é que Geller seja ministro.
Na quinta-feira, o ministro da Agricultura, Marcos Montes, reuniu seu secretariado para dar início ao processo de transição. As ações do órgão serão compiladas pela secretaria-executiva e enviadas à Casa Civil ainda nesta semana. Montes, que assumiu o ministério em abril com a saída de Tereza Cristina (PP) para disputar a eleição ao Senado – ela acabou se saindo vitoriosa nas urnas, em outubro -, defende que o novo ministro siga preservando conquistas do setor. “A expectativa é que o novo governo tenha o mesmo espírito que o nosso, e esses nomes citados [para assumir o ministério] têm essa visão. Não podemos deixar que suas ideias sejam suplantadas por posições radicais que existiam no passado e que espero que não existam mais”, disse o ministro. Segundo o ministro, o novo governo Lula precisará demonstrar maturidade para entender as mudanças ocorridas em Brasília desde a última administração do PT. Ele espera que não haja espaço para o “radicalismo” e que os avanços para a agropecuária sejam preservados. “Não podem ir no discurso de países que querem ver o Brasil não ser competitivo, esse é o problema”, opinou. Um dos pontos levantados pelo ministro é a segurança jurídica do setor, com o fim das invasões de propriedades rurais e a titulação de quase 500 mil assentados desde 2019. “Quero ver o que vai acontecer com esse novo governo, de repente pode ser surpresa agradável para nós”. Na conversa, o ministro elogiou políticas e programas criados durante gestões do PT, como o Código Florestal (2012) e o RenovaBio, sancionado por Michel Temer em 2017. A FPA, que declarou apoio oficial a Jair Bolsonaro no segundo turno, ainda não avaliou o cenário após a eleição de Lula. Uma reunião dos integrantes deve ocorrer na terça-feira em Brasília. Integrantes da bancada ruralista evitam levantar nomes, mas desejam ver alguém com perfil próximo ao de Tereza Cristina, que foi indicada pelo grupo em 2018, no ministério no ano que vem. Uma mescla de conhecimento técnico do setor, traquejo político e habilidade, principalmente na área diplomática, na qual a ex-ministra se sobressaiu. O presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR) disse que a bancada vai avaliar com calma a situação devido à animosidade que se instalou entre os produtores rurais com a derrota de Bolsonaro. Na sexta-feira, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu, em assembleia, que Neri Geller, Carlos Fávaro e Carlos Augustin, empresário do setor de sementes que atuou com os dois parlamentares na campanha de Lula, “não têm legitimidade para representar o setor como interlocutores em Brasília”, pois apoiam as políticas do Partido dos Trabalhadores (PT), o que diverge dos “valores conservadores da classe produtora”. “Esperamos que seja um ministro que tenha ligação com o nosso setor, que entenda nossas pautas, pois precisamos tocá-las”, disse Souza.
FONTE/ REPOST: VALOR ECONÔMICO
MATO GROSSO
Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá
O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.
O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.
Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.
Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.
Alex Rodrigues propõe comissão permanente
Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.
Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.
Curitiba é citada como exemplo
Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.
Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.
Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.
-
MATO GROSSO6 dias atrásPalestra desmistifica carne suína na merenda escolar e reforça benefícios nutricionais
-
MATO GROSSO6 dias atrásJoão Victor Silva conquista GP do MT Warriors e avança para disputa de cinturão
-
MATO GROSSO4 dias atrásFestival Sabores Juninos reúne gastronomia típica e atrações culturais neste final de semana em Cuiabá
-
MATO GROSSO4 dias atrásShopping de Cuiabá inaugura mega arena da Copa do Mundo com troca de figurinhas e experiências imersivas
-
MATO GROSSO4 dias atrásVereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá