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Gado encontrado em área indígena vale R$ 210 milhões, diz PF

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A Polícia Federal identificou que havia cerca de 70 mil cabeças de gado ocupando os arrendamentos ilegais na Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé. O rebanho está avaliado em aproximadamente R$ 210 milhões.

O delegado da PF, Mario Sérgio Ribeiro de Oliveira, afirma que a Justiça determinou a retirada de todo o gado da TI em até 45 dias sob pena de prisão e perda do rebanho caso a decisão seja descumprida.

“O gado estava engordando às custas da União, a Terra indígena é de propriedade da União. A posse aos indígenas é para a preservação das culturas, das tradições e não para virar área de exploração e para permitir a prática de crimes ambientais como vinha ocorrendo”, explicou.

Atualmente existem 15 arrendatários fazendo a exploração da área. Eles fazem parte do esquema investigado pela PF que envolvia o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Ribeirão Cascalheira, Jussielson Gonçalves Silva, o cacique Damião Paridzane, um ex-policial militar e um militar na ativa, ambos do Amazonas.

O delegado afirma que esses arrendatários são fazendeiros de grande poder aquisitivo que pagavam propina ao servidor da Funai e ainda tinham que depositar o valor de R$ 900 mil mensais para o cacique.

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A expectativa, segundo as investigações, era que a liderança indígena chegasse a receber R$ 1,5 milhão por mês para arrendar as terras da União. No entanto, os planos foram interrompidos devido à operação da PF.

Os arrendatários não estão presos, mas Oliveira garante que em breve eles serão indiciados pelos crimes ambientais.

Os peritos criminais federais estimaram o valor para reparação do dano ambiental em R$ 58.121.705,87. Este montante equivale aos danos em apenas 4 das 15 terras arrendadas pelos fazendeiros.

“Eles não estão presos, mas isso não exime a responsabilidade desses arrendatários. Então eles responderão pelos crimes ambientais com seu patrimônio, e responderão, também, com a sua liberdade”, explica o delegado.

No comando das investigações, Oliveira cita que a devastação ambiental na TI foi “gigantesca” com queimada da área para a obtenção de pasto e desmatamento.

O delegado ainda relatou que existem inquéritos em Barra do Garças em que pessoas foram presas em flagrante  por estarem desmatando para construção de currais.

“Os arrendatários são de outras cidades, pessoas que não têm compromisso com a terra, simplesmente estão ali para explorar, extrair todas as riquezas ao máximo”, explica.

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Devido à grande quantidade de cabeças de gado, a Polícia Federal confirmou que investiga a possibilidade de envolvimento dos frigoríficos que existem na região próxima à Terra Indígena.

 

Operação Res Capta

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Res Capta, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção que envolvia fazendeiros, liderança indígena e servidores da Funai que realizavam arrendamentos ilegais na Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé para desenvolvimento de atividade pecuária.

Foram cumpridos três mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, duas ordens judiciais de afastamento de cargo público, duas ordens judiciais de restrição ao porte de arma de fogo e outras quinze medidas cautelares diversas da prisão nas cidades de Ribeirão Cascalheira  e Barra do Garças.

FONTE/ REPOST: VITÓRIA GOMES – OLHAR DIRETO 

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A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva

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Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.

Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.

A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.

“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”

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Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.

Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.

A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.

“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.

Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.

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Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.

Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.

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