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Gefron causou prejuízo de R$ 150 milhões ao crime nos primeiros cinco meses de 2022

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De janeiro a maio de 2022, o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), obteve resultados positivos nas principais ocorrências na região de fronteira. Ao todo, foram registradas 182 ações, que causaram um prejuízo de R$ 150 milhões ao crime, equivalente a 11% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando o montante estimado chegou a R$ 133 milhões.

O trabalho dos operadores de fronteira neste período também resultou na apreensão de 6 toneladas de drogas, um aumento de 16,5% em relação ao ano passado, quando foram retiradas de circulação 5,2 toneladas.

Ao todo, foram 244 pessoas encaminhadas às delegacias, sendo 217 brasileiros e 27 bolivianos. Já as apreensões de armas de fogo aumentaram de 11, em 2021, para 33 neste ano, enquanto as munições saltaram de 28 para 947, nestes primeiros cinco meses de 2022.

No caso de produtos de contrabando, o Gefron, neste ano, apreendeu 51 toneladas, sendo que no mesmo período do ano passado, foram registrados 80 quilos. Também foram apreendidos ou recuperados 133 veículos, enquanto no ano passado foram 128 veículos.

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O comandante do Gefron, tenente-coronel PM Fábio Ricas, ressalta a atuação do grupo na segurança na fronteira e os investimentos que vêm sendo realizado. “Estes resultados positivos são atribuídos aos investimentos feitos pela Sesp, como equipamentos novos, viaturas e radiocomunicadores, melhorando a qualidade e condições de serviço dos agentes que atuam na área de fronteira”, explicou.

O Gefron também une esforços no combate ao crime com as forças federais e estaduais, como Polícia Militar (PMMT) e Civil (PJC-MT), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Aérea Brasileira (FAB).

(Com supervisão de Alecy Alves) 

Fonte: GOV MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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