Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Gestores buscam eficiência na aplicação de recursos da Saúde em seminário no TCE-MT

Publicados

MATO GROSSO

Prestação de contas, fiscalização de contratos e obtenção de recursos foram abordados no primeiro dia do Seminário de Formação Técnica sobre Gestão da Saúde, iniciado nesta segunda-feira (15) no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Ao longo da semana, mais de 500 inscritos de todo o estado serão capacitados a fim de garantir mais eficiência na aplicação de recursos destinados ao setor.

Realizado em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), o evento foi proposto em reunião convocada pelo conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, quando foi traçado um diagnóstico de 13 consórcios de Saúde que atuam no estado.

“Embora cada município tenha apresentado suas especificidades, vemos que todos têm problemas, tanto os grandes quanto os pequenos. A principal questão é o planejamento e, para chegarmos a uma solução, é preciso informação e conhecimento, que é o que o Tribunal vem fornecendo ao orientar os gestores para que possam investir melhor e assegurar o atendimento de qualidade para quem está na ponta”, disse o conselheiro-presidente.

Crédito: Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf. Clique aqui para ampliar.

Na ocasião, o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, fez questão de destacar o papel dos gestores. “Ao contrário do volume de recursos, que não deve aumentar, as demandas crescerão. Temos que fazer muito com pouco. Então, os profissionais que fazem essa gestão precisam gastar bem para que haja uma entrega melhor para a sociedade.”

Diante disso, apontou as compras coletivas como estratégia para que os municípios economizem até 60% na aquisição de medicamentos e materiais. “Esta já é uma realidade em diversos estados, mas ainda estamos um pouco atrás. A compra de remédios e materiais é um dos maiores gastos da Saúde, então, sem dúvida, quem comprar bem vai ter eficiência para aplicar em outras ações”, pontuou Maluf.

Leia Também:  Vereadores de Cuiabá rejeitam projeto que pediria a cassação de Emanuel Pinheiro

Temas como Políticas de Atenção Primária, Políticas de Atenção Especializada, Sistemas de Informação e Índice Municipal de Qualidade da Saúde também fazem parte da programação, que considerou as principais demandas apresentadas pelas equipes das prefeituras. Foi o que explicou o presidente da AMM, Leonardo Bortolin, chamando a atenção para a prestação de contas, a regulamentação e a obtenção de recursos.

Crédito: Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Presidente da AMM, Leonardo Bortolin.

“Talvez esse seja o seminário mais completo já oferecido pelo TCE-MT e pela AMM ao setor. Unimos as duas entidades para promovermos um encontro que vai impactar diretamente na prestação de contas dos recursos recebidos e mostrará como os municípios podem acessar mais recursos, principalmente na esfera federal. Ou seja, é a saúde pública abordada em todos os seus aspectos”, salientou.

Considerando o aprimoramento na capacidade administrativa das secretarias, o presidente do Cosems e secretário de Saúde de Itiquira, Flávio Alexandre dos Santos, espera reflexos positivos nos indicadores de doenças como a hanseníase e a tuberculose, hoje considerados alarmantes no estado.

“São indicadores preocupantes. Nós temos um estado endêmico, porém a população flutuante é muito grande e isso acaba impactando no diagnóstico e tratamento dessas doenças. Ao termos esse espaço para exposição e debate, podemos traçar estratégias para conseguir captar essa população e não deixar que ela se evada do tratamento”, afirmou.

Crédito: Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Leia Também:  Governo de MT investe mais de R$ 175 milhões em Barra do Garças

Os bons frutos da qualificação também foram destacados pelo titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Gilberto Figueiredo. “A gestão da saúde é algo complexo, então é muito bem-vindo que os órgãos de controle auxiliem os municípios naquilo que é importante ser colocado em prática. O Tribunal está na vanguarda, com uma gestão focada principalmente nesse auxílio aos gestores e a Secretaria aplaude e apoia isso.”

Representando o Judiciário, o juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, titular da Vara Especializada em Saúde Pública da Comarca de Várzea Grande, reforçou o papel da interlocução com os gestores para o avanço do setor. “Como tenho feito em outras oportunidades, me coloco à disposição das prefeituras para contribuirmos de forma direta com uma questão primordial, que é a saúde pública do nosso país.”

Crédito: Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, titular da Vara Especializada em Saúde Pública da Comarca de VG.

Também participaram da abertura o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes e a Superintendente da ESP-MT, Silvia Tomaz. O Seminário, que também conta com apoio do Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), é realizado no auditório da Escola Superior de Contas e segue até sexta-feira (19).

Vale destacar que a participação garante certificado de 40 horas. Para conferir a programação completa, clique aqui, e para se inscrever, clique aqui.

*Aviso de privacidade: Conforme o disposto no artigo 6º, VI, da LGPD, o TCE-MT informa que prestará apenas apoio institucional ao evento, não sendo o responsável pelo controle ou operação de dados.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Flickr: clique aqui

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

Publicados

em

Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

Leia Também:  Gefron apreende 47 kg de cocaína e recupera veículo furtado na fronteira com a Bolívia

Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

Leia Também:  VÍDEO: Vento derruba árvore exatamente "Em Cima" de um motoqueiro que passava pela rua

O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA