MATO GROSSO
Gestores estaduais e municipais discutem política social de Mato Grosso
MATO GROSSO
O valor repassado pelo Estado aos municípios por cofinanciamento nos últimos cinco anos foi superior a R$ 71,4 milhões.
A secretária da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, que também é a coordenadora estadual da CIB do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), abriu o evento e repassou informações sobre os programas da área social, como a entrega de cestas de alimentos, por meio do SER Família Solidário, aos municípios, do SER Família Capacita e do SER Família Habitação.

A secretária Grasi Bugalho explicou que a entrega de cestas para os municípios permanecerá da forma como foi feita em 2023, e que o cronograma já está pronto, sendo que as retiradas das cestas de alimentos terão início no mês de março, conforme previsto pela Superintendência de Segurança Alimentar da Setasc.
“O SER Família Solidário foi criado durante a pandemia, e hoje continua, por meio de todo um esforço da primeira-dama Virginia Mendes, junto ao governador Mauro Mendes, e, mesmo com o aumento do cofinanciamento, houve a manutenção desse programa vendo a necessidade de apoio aos municípios. As cestas básicas vêm como um apoio a mais para os municípios, e para atender emergências também”, ressaltou.
Em relação ao SER Família Capacita, a secretária reafirmou a importância das secretarias municipais para alcançar o público que necessita de capacitação e inserção no mercado de trabalho.
“Nós estamos trabalhando com várias estratégias para alcançar o nosso público prioritário, e as secretarias municipais de assistência social são fundamentais para isso”, enfatizou.
Durante a reunião foram aprovadas as resoluções das visitas técnicas a serem realizadas pela Setasc, por meio da Secretaria Adjunta de Assistência Social (SAAS), aos municípios durante 2024; e o Plano de Providências como instrumento de acompanhamento da gestão do SUAS. Foi apresentado o segundo relatório semestral de 2023 do Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do Cadastro Único no Sistema Único da Assistência Social (PROCAD – SUAS) e os prazos de entregas; e também a nota técnica sobre a inclusão no Cadastro Único de crianças e adolescentes em acolhimento.
A superintendente de Gestão do SUAS da Setasc, Sheila Gomes, também apresentou os resultados das ações realizadas em 2023 pela SAAS/Setasc e o planejamento das ações para 2024.
Outros temas tratados durante a CIB/SUAS foram o formulário de levantamento de custos das unidades socioassistenciais; relatório da Agenda Regulatória – biênio 2022/2023 e pactuações de novos temas para o biênio 2025/2026; panorama das Leis Municipais do SUAS e o prazo proposto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT); Plano e Prestação do Fundo de Assistência Social (FEAS); entre outros.
Para a presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas/MT) e secretária municipal de Assistência Social de Sorriso, Jucélia Ferro, a reunião da CIB/SUAS foi muito produtiva, não só pela representatividade de municípios, mas como pela participação efetiva da Setasc.
“Mais de 100 municípios participaram, muito atuantes, colocaram as suas demandas, as suas necessidades. O importante é que a secretária Grasi, com toda sua equipe, esteve presente do início ao fim, e foram debatidos vários assuntos importantes para o desenvolvimento da Assistência Social, para melhorias, como o cofinanciamento e as ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) que é uma demanda que está crescendo em todos os municípios. Então foram pautas importantíssimas que vieram acrescentar e fortalecer a assistência social no estado de Mato Grosso”, concluiu.

COMISSÃO
Constituída por representantes indicados pela Setasc e por gestores municipais indicados pelo Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas/MT), a Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MT) é um espaço democrático de interlocuções, pactuação e repasse de informações de cunho técnico aos titulares, suplentes, coordenadores de pólos e demais gestores municipais.
A principal função da CIB é deliberar sobre a política de assistência social, definindo repasse de recursos e outras ações importantes na área. É a CIB que mantém a interlocução permanente com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Comissão Intergestora Tripartite (CIT), Fórum Nacional de Assistência Social (Fonseas) e Coegemas.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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