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Governador articula com Ministério e Força Nacional reforçará segurança na fronteira com a Bolívia

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O policiamento na área da fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia será reforçado pela Força Nacional de Segurança. A portaria que autoriza o envio de efetivo a Mato Grosso foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (16.03) pelo Ministério da Justiça, e atende a um pedido feito pelo governador Mauro Mendes ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

“Nossa região de fronteira é muito extensa e precisamos de maior presença das forças nacionais. Essa parceria é muito bem-vinda e vai nos ajudar a combater a criminalidade com mais eficiência”, reforçou o governador.

De acordo com a portaria 326, assinada nesta quarta-feira (16) pelo ministro Flávio Dino, o emprego de policiais da Força Nacional será por um período de 90 dias e tem como finalidade a prevenção e repressão ao de tráfico de droga, combate às organizações criminosas, crimes transfronteiriços e preservação da ordem pública.

O contingente a ser disponibilizado, segundo a portaria, obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão do Ministério da Justiça.

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O secretário Segurança, César Roveri, destaca a importância da presença da Força Nacional na fronteira para intensificar as ações do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade do Governo do Estado que faz a repressão ao tráfico de droga, roubo de veículos, homicídios e outros crimes decorrentes do comércio ilegal e consumo de entorpecentes. A expectativa de Roveri é que esse reforço desembarque em Mato Grosso ainda neste mês de março.

Atuação do Gefron

Entre 2019 a 2022 o Gefron apreendeu 48 toneladas de drogas, sendo, em maioria, substâncias análogas à cocaína e cloridrato de cocaína. Esse volume soma R$ 1 bilhão de prejuízo ao crime organizado e ao narcotráfico. Também apreendeu 38 aeronaves usadas no transporte de drogas. Este ano, em janeiro e fevereiro, o Gefron apreendeu cerca de 2,7 toneladas de drogas, principalmente cocaína.

A droga vem da Bolívia para Mato Grosso de diversas maneiras: via terrestre em veículos e pessoas (as chamadas mulas humanas), aquática (embarcações fluviais) e aérea (diferentes aeronaves).¿

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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